O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia divulgou uma nota em que lamenta o acidente de helicóptero ocorrido neste sábado (8), na região da Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de três cidadãs colombianas.

Em um comunicado oficial, o governo colombiano expressou suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.

De acordo com o Ministério, o Consulado da Colômbia no Rio de Janeiro já atua em coordenação direta com as autoridades brasileiras para dar andamento aos trâmites legais e prestar toda a orientação e assistência aos parentes das vítimas.

As vítimas colombianas foram identificadas como Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo.

Elas realizavam um voo turístico na capital fluminense a bordo de um helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, operado pela empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos).

O piloto da aeronave, o brasileiro Alessandro Rocha, também faleceu na queda. Os quatro ocupantes foram encontrados carbonizados pelas equipes de resgate.

Investigações do acidente

A queda ocorreu em uma área de mata densa e de difícil acesso no Parque Nacional da Tijuca.

O local permanece isolado para os trabalhos da perícia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, conduzidos pela 19ª DP (Tijuca), e dos investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira).

Leia também: Polícia e FAB investigam queda de helicóptero que deixou 4 mortos no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), manifestou solidariedade às famílias das vítimas e diz ter enviado um ofício formal à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) cobrando providências.

Cavaliere solicitou uma fiscalização mais rigorosa e sugeriu a suspensão temporária dos voos panorâmicos. Segundo o prefeito, este é o segundo acidente fatal com helicópteros no Rio em um intervalo de apenas dois meses.

A empresa responsável pela aeronave informou à CNN Brasil que ainda busca informações sobre o acidente e acompanha a apuração

“Neste momento, não temos informações concretas e confirmadas que nos permitam emitir qualquer posicionamento sobre o ocorrido. Por respeito aos envolvidos e para evitar qualquer informação imprecisa, preferimos aguardar os esclarecimentos oficiais antes de nos manifestarmos”, completou.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix