Quatro pessoas morreram neste sábado (8) na queda de um helicóptero em uma área de mata na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Entre as vítimas está o piloto Alessandro Rocha, que tinha cerca de 20 anos de experiência na aviação. As outras três vítimas seriam turistas colombianas que estavam visitando a cidade.

Segundo informações de O Globo, as passageiras foram identificadas preliminarmente como Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. O Corpo de Bombeiros confirmou as quatro mortes.

A corporação havia sido acionada por volta das 11h para atender à ocorrência. Pouco depois, a aeronave foi localizada pelo Grupamento de Operações Aéreas em uma região de mata de difícil acesso.

Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram da operação.

Piloto tinha 20 anos de experiência

Alessandro Rocha se apresentava nas redes sociais como comandante e instrutor de ultraleves e helicópteros, com cerca de duas décadas de experiência na aviação.

Em suas publicações, compartilhava registros da rotina de voos e da atividade como piloto. Casado e pai, também fazia referências à família e à fé em seu perfil.

As informações sobre as três passageiras ainda são preliminares. Segundo O Globo, Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique seriam colombianas e estavam no Rio de Janeiro a passeio.

Helicóptero fazia voos panorâmicos no Rio

A aeronave envolvida no acidente era um helicóptero Robinson R44, de matrícula PP-MFS, operado pela Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda., empresa que realiza voos panorâmicos sobre pontos turísticos do Rio.

De acordo com dados do registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) citados por O Globo, o helicóptero estava em situação normal e possuía certificado de aeronavegabilidade válido até 5 de junho de 2027.

O registro também apontava que a aeronave estava autorizada a realizar voos panorâmicos.

Retirada dos corpos será feita por trilha

A retirada dos corpos será realizada por uma trilha localizada no Parque da Cidade, segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O acesso foi considerado mais adequado para a operação dos bombeiros por estar em um trecho de descida e mais próximo do ponto onde ocorreu a queda. Embora a trilha seja estreita, a menor distância deve facilitar o trabalho das equipes.

Após o acidente, também foram registrados focos de incêndio na área de mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e as chamas foram controladas.

A área permanece isolada para o trabalho das equipes responsáveis pela ocorrência e pela perícia.

(Com Agência O Globo e Estadão Conteúdo)

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