O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de grande perigo nesta quinta-feira (10) para tornados, rajadas de vento e tempestades que podem afetar diversas regiões do País.

Segundo o órgão, as condições devem afetar o sul de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e o extremo noroeste do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira. O Inmet também emitiu um alerta laranja de perigo para essas regiões nesta sexta-feira (11) quando são esperadas rajadas intensas.

A instabilidade também deve afetar o sul de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espirito Santo, além de São Paulo, Rio de Janeiro e regiões do Rio Grande do Sul. A previsão do Inmet é que as áreas sejam afetadas por chuvas, trovoadas e tempestades.

O Inmet emitiu aviso laranja de perigo para tempestades nesta quinta-feira no extremo sudoeste de São Paulo, na região do município de Teodoro Sampaio (SP), e no extremo sul paulista, na região dos municípios de Itaporanga (SP), Itararé (SP), Itapeva (SP), Registro (SP), entre outros.

Para as demais áreas de São Paulo, o Triângulo Mineiro, o sul de Minas Gerais e grande parte do Rio de Janeiro, incluindo as capitais, São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Alerta para microexplosões

O órgão alertou ainda para a ocorrência de microexplosões nas áreas de tempo severo, geradas por fortes correntes de ar descendentes dentro das nuvens que atingem a superfície com intensidade. Também é possível que ocorra granizos e tornados em pontos isolados.

“A previsibilidade de eventos de tempo severo é baixa e que não é possível determinar com exatidão onde tais eventos poderão ocorrer com tal nível de antecedência, sendo possível prever, sobretudo, o ambiente favorável à formação dessas tempestades. Tendo isso em vista, o INMET segue monitorando continuamente o ambiente fortemente instável previsto para os próximos dias”, informou o órgão.

O Inmet informou que as condições são causadas por um cavado que persiste sobre a região, e se estende desde o Paraguai até o Rio Grande do Sul. O órgão explica que essa região alongada de baixa pressão, em superfície é constituída por ventos de noroeste no interior da América do Sul, associados à presença do Jato de Baixos Níveis (JBN), que estabelecem um canal de umidade no interior do continente, direcionados para essa região.