A operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) provocou reação no entorno do parlamentar nesta quinta-feira (10).
A ação ocorre no âmbito do Inquérito 16.070, aberto após denúncia apresentada pelos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) sobre suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
A Jovem Pan apurou que o mandado de busca e apreensão cumprido na residência de Frias, em um condomínio fechado em São Paulo, não teria sido acompanhado de cópia da decisão judicial que autorizou a medida. A operação também cumpriu mandados no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Outro ponto que causa incômodo é que o advogado de Frias não conseguiu acompanhar a busca dentro da residência. Os dois episódios são questionados pelo entorno do deputado e podem ser usados pela defesa para contestar a condução da diligência.
Durante a operação, sete armas foram apreendidas na casa do parlamentar.
Nos bastidores, aliados também procuram separar Frias do financiamento de Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. A versão sustentada pelo grupo é que o deputado possui apenas contrato de prestação de serviços com a produtora e que teria perdido mais dinheiro durante o processo de produção do que recebido com o projeto.
A apuração da Jovem Pan indica ainda que, nesta frente da investigação, uma eventual ligação de Flávio Bolsonaro com o filme estaria limitada a uma cessão de imagens para a produção. O senador não aparece no longa.
O financiamento do projeto ganhou repercussão pela participação de recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A empresa Entre aparece na estrutura de pagamentos relacionada à produção.
Apesar da operação desta quinta-feira, Frias pretende manter normalmente sua agenda. O deputado é candidato à reeleição por São Paulo.
