O presidente do STF, Edson Fachin, negou nesta quinta-feira (5) o pedido do advogado Leonardo Augusto Furtado Palhares para retirar a tornozeleira eletrônica e suspender a proibição de sair de São Paulo. O ministro acompanhou a PGR e considerou que persistem riscos de interferência nas investigações da Operação Compliance Zero.

Segundo a apuração citada na decisão, Palhares teria formalizado, por meio da Varajo Consultoria, um contrato para dar aparência de legalidade a repasses ao servidor público Belline Santana.

A defesa alegou que as restrições prejudicam o exercício da advocacia e impedem visitas à mãe, que enfrenta câncer e comprometimento neurológico grave, em Minas Gerais. Fachin rejeitou a autorização genérica para viagens e determinou que eventuais deslocamentos sejam analisados individualmente, com manifestação do Ministério Público.