A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que defina o destino de duas armas de uso restrito ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro que não foram incluídas na determinação de destruição expedida pelo magistrado no fim de agosto.

Segundo ofício encaminhado ao Supremo, permanecem sob guarda da PF uma carabina/fuzil Caracal calibre 5,56 e uma pistola Caracal calibre 9 mm. As duas armas estão acauteladas pela corporação desde março de 2023.

A PF também pediu orientação sobre o destino de munições, carregadores, coldres, bandoleira, kit de manutenção e outros apetrechos bélicos que ficaram fora da decisão anterior. A corporação afirma que cabe a Moraes definir se os bens deverão permanecer guardados, ser restituídos, transferidos ou receber outra destinação.

Em decisão de 28 de agosto, Moraes determinou que sete outras armas fossem submetidas a perícia e depois encaminhadas ao Comando de Operações Especiais do Exército para destruição. A medida alcançou pistolas, fuzil e espingardas que estavam sob custódia da PF.

Uma pistola Glock também ficou fora da ordem de destruição porque permanece sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal e vinculada a um inquérito ainda em andamento.