A Polícia Militar do Distrito Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que montou uma operação sob sigilo para levar o ex-presidente Jair Bolsonaro a um atendimento odontológico autorizado pela Justiça.

Segundo relatório encaminhado ao ministro nesta segunda-feira (31), o deslocamento começou por volta das 9h, da residência de Bolsonaro até o Centro Odontológico da PMDF. A corporação afirma que a data, o horário e o local do atendimento foram mantidos em sigilo e que não houve vazamento prévio de informações.

A escolta foi comandada pelo tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e subdiretor do Núcleo de Custódia Policial Militar. Bolsonaro retornou à residência cerca de 30 minutos após o término da consulta. Segundo a PM, a operação ocorreu sem intercorrências ou problemas de segurança.

No atendimento, realizado em 27 de agosto, Bolsonaro relatou desconforto ao mastigar. Os dentistas identificaram uma restauração protética que interferia na mordida e fizeram cinco radiografias, além de ajuste, acabamento, polimento, raspagem e limpeza.

Os exames também identificaram uma alteração no dente 45, que já havia passado por tratamento de canal. Bolsonaro não relatou dor no local, e os profissionais recomendaram acompanhamento e novas radiografias dentro de quatro a seis meses.

No documento enviado a Moraes, a PMDF afirma que a determinação judicial que autorizou o deslocamento de Bolsonaro foi cumprida regularmente.