A pré-candidata do Democracia Cristã à Presidência da República, Clariana Barão, participou da convenção do PP e do União Brasil no Distrito Federal, que oficializou a candidatura de Celina Leão ao governo do DF. Na ocasião, reforçou a aliança do DC com a governadora e definiu o perfil de eleitor que pretende disputar em 2026: aquele “que é contra o extremismo” e “não aceita mais essa segregação da população”. Matogrossense, advogada e mãe, Clariana assumiu a pré-candidatura depois de uma sequência de idas e vindas no partido, que já havia cogitado Aldo Rebelo e, mais recentemente, viu o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa desistir da disputa.
Diante do discurso de nomes como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, que têm cobrado o Supremo Tribunal Federal em meio a casos como o do Banco Master, Clariana evitou o confronto direto e apostou na conciliação. “Nós queremos tratar de um Brasil de união, um Brasil de conciliação, um Brasil de oportunidades, um Brasil que simplifique a produção, que desburocratize a exportação”, disse.
No agronegócio, setor que classificou como “o celeiro do nosso país”, criticou a postura do governo Lula diante do tarifaço americano. “O que falta ao Brasil hoje é sentar para negociar com bases sólidas e firmes, o que o governo atual não tem feito”, afirmou, prometendo tratar o tema entre as prioridades dos 100 primeiros dias de um eventual mandato.
Sobre a estrutura do DC, reconheceu que o partido ainda tem bancada pequena no Congresso, mas destacou o rompimento da cláusula de barreira nas últimas eleições como sinal de fôlego para a candidatura. Em relação a alianças estaduais, disse que o Distrito Federal segue com Celina Leão, mas que Mato Grosso e São Paulo ainda estão sem definição.
