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Manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira (Foto: Leonardo Costa)

Profissionais da enfermagem protestaram, na manhã desta quinta-feira (1º), em frente à Câmara Municipal de Juiz de Fora para cobrar da Prefeitura o pagamento das verbas rescisórias de ex-servidores temporários da saúde que encerraram os contratos de trabalho e ainda não receberam os valores devidos.

Esses profissionais atuaram no Hospital de Pronto-Socorro (HPS), em Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Regional Leste e em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) por um ano. Ao fim dos contratos temporários, porém, esses trabalhadores da atenção primária e dos serviços de urgência e emergência não receberam as verbas rescisórias do município.

Anderson Mateus, 59 anos, é enfermeiro e se tornou líder do movimento independente. Há seis meses ele espera respostas sobre seu pagamento. Segundo ele, na pandemia os enfermeiros foram reconhecidos, diante do papel na linha de frente durante a Covid-19, “hoje, a gente é tratado dessa forma”, disse, sobre a falta dos acertos que já tem afetado o bolso e a rotina dele e de outros enfermeiros.

“É um serviço essencial. Nenhum hospital funciona sem o profissional de saúde”, afirmou Anderson. Segundo ele, embora a manifestação tenha reunido principalmente enfermeiros e técnicos de enfermagem, trabalhadores de outras áreas da saúde também aguardam o pagamento das verbas rescisórias.

O enfermeiro disse ainda que a proximidade do fim do ano aumenta a preocupação do grupo, diante de novas obrigações financeiras do Município.

“Nossa preocupação é saber que agora, no fim do ano, tem décimo terceiro. Como a Prefeitura vai fazer para cumprir com as obrigações diante desses profissionais que estão aguardando esse acerto ansiosamente?”, questionou.

De acordo com os manifestantes, ao procurarem a Prefeitura para cobrar os pagamentos, receberam como resposta apenas a orientação de “aguardar o financeiro liberar”. Segundo o grupo, após esse retorno, não houve novos esclarecimentos por parte do Município sobre a previsão de pagamento.

Perguntada pela Tribuna de Minas sobre a existência de verbas rescisórias pendentes, o número de ex-servidores que ainda aguardam os pagamentos, o montante devido, a previsão para quitação e a possibilidade de diálogo com representantes dos trabalhadores, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou apenas que “o pagamento das rescisões dos contratos está sendo realizado por lotes. O primeiro lote já foi pago, e os demais seguem o cronograma estabelecido”.

Entretanto, o Poder Executivo local não explicou quando o primeiro lote foi quitado, quais são as datas previstas para os próximos pagamentos, se o cronograma foi comunicado aos ex-servidores ou se é de uso interno da administração, nem de que forma os profissionais podem consultar em qual lote estão incluídos e quando deverão receber.