

O jornalista e apresentador Márcio Santos faleceu nesta terça-feira (15), em Juiz de Fora. A informação foi divulgada pelo G1 Zona da Mata. Integrante da equipe da TV Integração e à frente do MG Rural, o profissional ficou reconhecido pela excelência profissional e sensibilidade. Ele tratava câncer há cerca de 3 anos e deixou a esposa e duas filhas. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.
Márcio tinha 55 anos e uma carreira de 15 anos no canal de televisão afiliado à Rede Globo. Natural de Caratinga, ele iniciou a carreira na Rádio 94FM, do Grupo Sistec, além de ter sido âncora da emissora Super Canal. Em seguida, foi para Governador Valadares, onde trabalhou nas afiliadas da Rede Record.
Equipe lamenta perda
A equipe da TV Integração lamentou a perda do companheiro de jornada. “Falar do Márcio é falar de alegria, de uma voz que preenchia a redação, de leveza, de certeza de riso solto. É lembrar com muito amor e com muita gratidão, por ter dividido a vida profissional, mas um pouco também da vida pessoal com uma pessoa tão encantadora e com uma família tão querida”, afirmou Camila Saenz, chefe de redação de Juiz de Fora.
A alegria que o jornalista exalava também foi destacada por Fernanda Lília, gerente executiva de jornalismo da TV Integração. “O Márcio sempre tinha uma frase de efeito, uma poesia, uma música. É esse o amigo que vai fazer muita falta na redação. É esse o Márcio que tinha um cuidado enorme para falar com o homem do campo, escolhendo cada palavra com carinho para ir ao ar aos domingos. Esse é o Márcio que está dentro do nosso coração. O Márcio que amava Minas Gerais, que amava o trabalho e acima de tudo a família”, diz.
Apesar de não ter trabalhado com Márcio na redação, a diretora de jornalismo da TV Integração, Daniela Abreu, diz que sentiu a presença dele na redação desde que chegou à equipe, através de histórias e do exemplo que trouxe. “É bonito de ver alguém que inspira e o Márcio é isso, ele é uma inspiração. Não pelo o que ele diz, mas pela forma como ele vive, pelo exemplo que ele é. Toda vez que eu estou em Juiz de Fora alguém me conta uma história dele, então ele está presente na nossa rotina. E mais do que isso, ele segue inspirando os novos jornalistas, inspirando a nossa redação a seguir em frente da melhor maneira possível, da maneira mais talentosa, mais comprometida. E uma frase tão bonita… recentemente nós o entrevistamos e ele falou algo como: ‘Não importa quanto tempo eu tenho de vida, importa a forma como eu decidi viver.’ E isso é tão profundo, tão bonito. E essa inspiração ela está latente: nas nossas paredes, nas nossas rotinas. Na vida de cada jornalista da nossa redação”, conta.
Sindicato destaca legado
O Sindicato de Jornalistas de Juiz de Fora também destacou o legado de Márcio Santos. “Além do talento em frente às câmeras e dono de uma voz inconfundível, Márcio Santos tinha outra qualidade inigualável. O jornalista era sinônimo de alegria e contagiava quem estivesse ao redor, fosse na redação ou em qualquer outro lugar. Apaixonado por música, corridas de rua e pelo Cruzeiro, clube de coração dele, Márcio Santos deixa como legado a ideia de que o Jornalismo pode ser feito de forma responsável e leve, como ele era na essência como pessoa”, publicaram, em nota.
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