A AngloGold Ashanti retomou neste ⁠mês a operação da segunda planta do Complexo ‌Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), permitindo que a empresa volte a processar internamente todo o concentrado de ‌ouro produzido a partir de suas minas no Brasil, reduzindo a necessidade de exportar parte do material, afirmou à Reuters o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luis Lima.

Com a reativação da unidade, a partir de investimentos de ⁠cerca ‌de R$ 105 milhões neste ano, o complexo retorna ⁠à sua capacidade total instalada de cerca de 280 mil toneladas de concentrado processado por ano.

A empresa já havia retomado a Planta 1 em 2024, com capacidade de processar cerca de 140 mil toneladas ​por ano de concentrado. Ambas as plantas foram paralisadas em 2022, principalmente por necessidade de adequações relacionadas ao ​tratamento de efluentes, disse Lima.

O executivo da AngloGold Ashanti — conhecida como a indústria mais longeva do Brasil, com 192 anos de atuação no país — informou que parte do concentrado das minas era vendida no mercado, ‌enquanto apenas uma das plantas estava ​em funcionamento.

‘A verticalização do nosso negócio foi o grande motivo (da retomada)’, disse Lima, a jornalistas, durante participação no congresso de mineração Exposibram.

A AngloGold ⁠afirma ser a ​única produtora ​de ouro no país a integrar 100% de todas as etapas produtivas do ⁠ouro. A companhia opera ​as minas subterrâneas Cuiabá e Lamego, em Minas Gerais.

Além do ouro, a planta de Queiroz produz ácido sulfúrico, insumo utilizado ​pela agricultura e pela indústria. Segundo a empresa, a capacidade de produção do coproduto é de ​cerca de 240 ⁠mil toneladas por ano.

Embora o preço do ouro esteja em patamares historicamente ⁠elevados, Lima disse que a empresa busca basear suas decisões de investimento em cenários de longo prazo e em ganhos de eficiência operacional, em vez de oscilações de curto prazo do mercado.

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