O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta terça-feira (6) que a Rússia deveria compartilhar mais informações sobre a morte de uma funcionária do laboratório do Instituto da Peste, ocorrida na semana passada — um caso que, segundo ele, Washington está acompanhando “muito de perto”.

“Acho que cabe à Rússia, obviamente, compartilhar mais informações com o mundo”, afirmou Rubio a repórteres na Islândia.

“Estamos acompanhando a situação muito de perto, hora a hora”, adicionou.

O que se sabe sobre morte de funcionária de laboratório de peste na Rússia?

Uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre peste na Sibéria adoeceu e morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas, provocando preocupação entre autoridades de saúde e nas redes sociais.

Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão afirmaram que intensificaram medidas de precaução nas fronteiras para evitar uma possível disseminação de doenças infecciosas.

O que é o Instituto de Peste da Sibéria?

O Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk da Sibéria e do Extremo Oriente foi criado em 1934 para controlar surtos de peste.

Segundo o site da instituição, seu cientista fundador ajudou a conter surtos na Sibéria, na Mongólia e na China. Mais tarde, o instituto passou a trabalhar também com outras doenças perigosas, como cólera e antraz.

Quais são os tipos de peste?

A peste tem três formas, que afetam diferentes partes do organismo.

A peste pneumônica, a forma mais grave e menos comum, é uma infecção dos pulmões que pode fazer com que pacientes eliminem gotículas infecciosas ao tossir.

A peste bubônica é a forma mais comum. Ela ocorre principalmente quando uma pulga infectada pica uma pessoa e provoca o aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como bubões.