

Em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado nesta segunda-feira (17), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria de Patrimônio Cultural, lançou na plataforma Google Arts & Culture a ‘Coleção Sondar de Bens Culturais Desaparecidos’. A ação integra o Sondar, plataforma criada para mapear e documentar os bens culturais desaparecidos no estado.
A coleção na plataforma Google Arts & Culture representa um avanço na mobilização, em âmbito nacional e internacional, para a valorização dos bens culturais e o enfrentamento ao tráfico. A iniciativa busca criar um repositório de acesso global que funcione como ferramenta para disseminar informações.
Reconhecida por suas experiências imersivas, a plataforma oferece diversos recursos interativos e já congrega coleções de mais de 3 mil instituições, garantindo ao projeto ampla visibilidade e relevância para pesquisa e consulta pública. A inserção do Sondar na plataforma representa um aumento de visibilidade para a busca dos patrimônios desaparecidos de Minas Gerais.
Coleção Sondar de Bens Culturais Procurados
A coleção estreia na plataforma com cerca de 70 itens desaparecidos, além de peças já resgatadas e obras que aguardam reconhecimento. Além da exibição, a exposição conta também com histórias dos principais desaparecidos, como o furto da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, localizada em Ouro Preto.
Considerado um dos casos mais emblemáticos e traumáticos de subtração de bens culturais em Minas Gerais, o episódio é retratado em uma exposição virtual. Também está disponível uma visita virtual à igreja, oferecendo ao público uma experiência imersiva.

Outro destaque é a exposição “O Vazio no Altar: Retratos da Ausência”, que resgata as memórias do patrimônio sacro subtraído em Itatiaia, histórico vilarejo de Ouro Branco. A mostra detalha o doloroso furto de 21 peças da Matriz de Santo Antônio, ilustrando o vazio físico e simbólico deixado na comunidade e a importância de reaver esses bens.
Inovações no Sondar
A exposição do Sondar no Google Arts & Culture se destaca por ser a primeira coleção dedicada exclusivamente a bens culturais desaparecidos, buscando engajar o público e uma comunidade internacional de gestores de acervos, pesquisadores, colecionadores e entusiastas da arte na identificação e recuperação dessas peças.
O Sondar também é pioneiro ao apresentar as histórias dos furtos e episódios traumáticos como parte da exposição, o que busca conferir à coleção um caráter colaborativo e enraizado na memória local.
Além do aumento do acervo na exposição, o Sondar também busca incluir mais experiências imersivas como vídeos e visitas virtuais a locais de Minas Gerais que tiveram bens desaparecidos ou devolvidos.
Ao mesmo tempo em que lança a exposição, o Sondar também recebeu atualizações que ampliam sua capacidade de busca e de gestão de dados, como um modelo de Inteligência Artificial (IA) nativa, dispensando a adoção de serviços comerciais de terceiros pagos por uso, como OpenAI ou DeepSeek.
A ferramenta de busca recebeu as seguintes adições: busca descritiva, busca visual multiplataforma e integração com o Google Lens. A ferramenta de análise de dados também foi aperfeiçoada para permitir cruzamentos mais detalhados por categoria, município, situação e período.
*Estagiária sob a supervisão da editora Mariana Floriano

