'Entre traços de memória': Petrillo retrata Juiz de Fora em livro com 80 desenhos sobre memória e patrimônio

'Entre traços de memória': Petrillo retrata Juiz de Fora em livro com 80 desenhos sobre memória e patrimônio
Exposição conta com 80 desenhos que revelam as paisagens de Juiz de Fora (Foto: Felipe Couri)

Com um misto de sketches arquitetônicos de edificações e paisagens urbanas de Juiz de Fora, o artista e professor Petrillo homenageia o patrimônio histórico e a identidade urbana da cidade em seu novo livro “Entre traços de memória”. A obra tem lançamento marcado para este sábado (19), às 11h, na Hiato Galeria, com entrada gratuita.

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Petrillo eterniza parte do patrimônio de Juiz de Fora (Foto: Felipe Couri)

Petrillo realizou, ao longo de um ano e meio, sketches da Juiz de Fora que conhece. A partir deles, faz como um alerta: é preciso conhecer e preservar o patrimônio da cidade para que a história continue. Ao retratar o município, o livro do artista também aborda pertencimento e identidade urbana em edificações que integram o imaginário coletivo juiz-forano.

A identificação está tão presente no ideal do livro que a exposição que o acompanha, também na Hiato Galeria, não tem nenhum tipo de legenda para identificar os desenhos. “A ideia é que a pessoa olhe para o desenho e faça um esforço de relembrar, passear com a memória pela cidade.”

O artista desenhou locais icônicos, sobretudo ligados ao Centro Histórico de Juiz de Fora. Mas, além dos que ainda estão na paisagem, ele também desenhou lugares que já não existem mais, como a antiga fábrica de plásticos na Olegário Maciel, presente apenas na memória.

O livro conta com os textos da arquiteta Milena Andreola, do jornalista Mauro Morais e de Murilo Arruda e Angélica Gomes, que fazem parte do grupo Urban Sketches, a partir do qual alguns dos desenhos foram realizados.

Apesar de 80 desenhos estarem, de fato, na exposição, o artista revela que muitos deles possuem diversas versões, que foram alteradas aos poucos até chegarem em sua variante final. E se parece trabalhoso, ele defende a atividade: “Quando a gente faz o que gosta, a gente faz com prazer”. Para ele, desenhar faz parte do seu dia da mesma forma que outras tarefas e compromissos da rotina.

A sua Juiz de Fora

Além do caráter artístico, a iniciativa possui também uma proposta educativa. Parte da tiragem será distribuída gratuitamente em escolas públicas de Juiz de Fora, o que, de acordo com o artista, vem do seu desejo de promover, desde cedo, o senso de pertencimento, preservando a cidade desde a infância.

Os 40 primeiros livros vendidos terão sua renda revertida para a Casa de São Francisco de Assis e o Núcleo de Estudos Espíritas Allan Kardec. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc e foi produzido pela produtora cultural Old Man Artes e por Pedro Carcereri.

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No lançamento do livro, na Hiato, Petrillo está aberto a conversas sobre patrimônio e história (Foto: Felipe Couri)

Serviço

“Entre traços de memória”
No sábado (19), às 11h
Na Hiato Galeria (Rua Coronel Barros 38 – São Mateus)
Entrada franca

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy