Exposição sobre Anne Frank promove debate sobre intolerância e liberdade em Cataguases

A exposição “Deixe-me ser eu mesma – A história da vida de Anne Frank” ganha novos contornos em Cataguases, com um seminário sobre preconceito, liberdade e direitos humanos. O encontro acontece nesta terça-feira (27), na Galeria Zequinha Mauro, no Centro Cultural Humberto Mauro (CCHM), com o objetivo de promover reflexões sobre a história de Anne Frank, direitos humanos e situações que ainda se mantêm presentes na história humana.

O seminário integra a programação de artes visuais do Programa Cataguartes III e busca ampliar as atividades educativas da exposição ao aproximar o público de questões presentes no cotidiano, como o respeito às diferenças, o direito de cada pessoa ser quem é e as consequências da intolerância.

Exposição sobre Anne Frank promove debate sobre intolerância e liberdade em Cataguases
Foto: Divulgação

Com a proposta de mostrar como acontecimentos do passado ainda se fazem presentes na sociedade contemporânea, a exposição é desenvolvida pela Anne Frank House, instituição sediada na Holanda. “Deixe-me ser eu mesma – A história da vida de Anne Frank” acompanha a vida da jovem judia mundialmente conhecida pelos relatos escritos em seu diário enquanto vivia escondida da perseguição nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

O percurso expositivo reúne 34 painéis com fotografias e textos, vídeos sobre identidade e diversidade, uma maquete do Anexo Secreto — onde Anne e sua família viveram escondidos — e uma réplica do diário de Anne Frank. Após o seminário desta terça-feira, será realizada uma visita guiada pelos painéis, permitindo aos participantes conhecer os conteúdos da mostra e compreender melhor as relações entre a história de Anne Frank e questões atuais.

Além da história de Anne, a mostra conta com experiências de seis jovens da atualidade, que relatam situações relacionadas ao preconceito, à discriminação e à exclusão, permitindo que os visitantes identifiquem semelhanças entre essas histórias e situações vividas ou presenciadas no dia a dia.

Para incentivar a valorização do protagonismo juvenil, será utilizada a metodologia de educação pelos pares, desenvolvida pela Anne Frank House, em que jovens são preparados para atuar como mediadores, compartilhando conhecimentos e estimulando reflexões entre pessoas da mesma faixa etária.

A exposição, que fica em cartaz até o dia 27 de novembro, conta também com a articulação do Fórum de Bibliotecas do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), que reúne bibliotecas de diferentes campi da instituição. O objetivo é ampliar o acesso da comunidade à exposição, fortalecendo a relação entre memória, cultura e população.

A pesquisa, a adaptação dos conteúdos ao contexto brasileiro, a organização do percurso expositivo, a montagem e a formação dos mediadores são conduzidas pelo Núcleo Anne Frank MG, sob coordenação de Sandra Mara de Oliveira Vicente.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy