mostra hip-hop gerais

A Mostra Hip-Hop Gerais chega, neste final de semana, a sua última etapa realizada em Juiz de Fora, após seis meses de atividades formativas. A iniciativa de circulação cultural reúne música, breaking, graffiti e poesia no Centro Cultural Dnar Rocha, neste sábado (29), a partir das 17h, de forma gratuita. Os ingressos podem ser retirados no site da plataforma Sympla.

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Dona Chapa integra a programação da Mostra Cultural e destaca o papel do protagonismo feminino (Foto: Divulgação)

A Mostra Artística integra o cronograma da “Mostra Hip-Hop Gerais”, que busca mapear e reconhecer o hip-hop produzido no estado, e está presente em quatro municípios: Juiz de Fora, Uberlândia, Teófilo Otoni e Montes Claros. O encerramento do projeto acontecerá em Belo Horizonte, com a Mostra Intercâmbio, reunindo participantes das diferentes cidades envolvidas no projeto.

A programação em Juiz de Fora reúne alguns dos principais nomes da cena local, buscando valorizar a diversidade de linguagens e, em especial, a cena feminina. A mostra contará com sets dos DJs Super Hist, Amanda Fie e Kobran, Live Painting com Conduta One, Breaking com o Coletivo Espaço Hip Hop – Breakhaos, Sarau com Nalu Gonzaga e Didi Afonso – com inscrições abertas no local, e shows dos MCs Kobran, Lucius Thug, Dooup, Suyan, Meize MC e Dona Chapa.

“Ao longo da construção do Mapa do Hip-hop e do curso de Gestão e Produção Cultural em Juiz de Fora foi possível perceber o protagonismo das mulheres na cena hip-hop em Juiz de Fora. Por isso, quisemos deixar em evidência a presença feminina na Mostra”, destaca a coordenadora do projeto, Clarice Libânio.

“Eventos como a Mostra são importantes para mostrarmos que em Juiz de Fora tem hip-hop, que sabemos fazer, e que aqui as mulheres são protagonistas”, afirma Dona Chapa.

Cada mostra artística foi concebida a partir de características e demandas da cena local, com a proposta de abarcar diferentes elementos e linguagens. Além disso, a programação foi desenvolvida de maneira coletiva, com a parceria entre a direção do projeto Favela é Isso Aí, sua curadoria e os participantes do curso de Produção e Gestão Cultural, realizado nos últimos seis meses nos quatro municípios contemplados.

“As mostras representam um momento de encontro, visibilidade e celebração dessa produção cultural, mas também são resultado de um processo mais amplo de formação e articulação que busca fortalecer a cena de forma permanente”, destaca Clarice.

Durante o primeiro semestre, os alunos participantes do curso de Produção e Gestão Cultural passaram por uma jornada de capacitação composta por módulos voltados à elaboração de projetos culturais, plano de negócios, captação de recursos, gestão e prestação de contas, comunicação e divulgação e produção de eventos.

Sobre a Mostra Hip-Hop Gerais

De acordo com Clarice, a Mostra Hip-Hop Gerais reforça a importância da descentralização das políticas culturais para o hip-hop e da valorização das produções realizadas fora dos grandes centros. Em 2026, o projeto foi estruturado para ter três etapas, envolvendo a criação de um Mapa do Hip-Hop – que realizou o cadastramento e o reconhecimento de artistas, grupos e coletivos -, o ciclo de formação e oficinas e, finalmente, as mostras culturais.

A Mostra Hip-Hop Gerais faz parte das atividades da Favela é Isso Aí, Organização Não Governamental que nasceu a partir do lançamento do Guia Cultural de Vilas e Favelas, idealizado pela antropóloga Clarice Libânio.

“O hip-hop em Minas é enorme e sua força criativa está presente em periferias, praças, coletivos e espaços culturais de diversas cidades. Ao promover encontros entre artistas e agentes culturais de diferentes regiões, criamos redes, ampliamos repertórios, geramos visibilidade e fortalecemos quem faz o movimento acontecer todos os dias”, finaliza Clarice.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy