boyband nextage juiz de fora
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Banda Nextage em gravação de novo clipe (Foto: Divulgação)

A banda juiz-forana Nextage, formada por Borssatt, Cadu, Izzy e Rayo, aposta em um novo lançamento nesta sexta-feira (30). “Antes que eu enlouqueça” conta com um clipe gravado no Centro de Juiz de Fora, com a participação de fãs, e marca o início de um novo capítulo na trajetória musical da boyband.

O single, de acordo com os integrantes da Nextage, é diferente dos lançamentos anteriores, como “Vem pro meu mundo”, “Deixo ir” e “Todo seu”. A nova música também marca um momento especial por anteceder o primeiro EP do grupo. “Essa faixa é uma das nossas favoritas e reúne elementos que ainda não tínhamos explorado da mesma maneira”, explicam.

O grupo afirma estar empolgado com a possibilidade de surpreender o público e apresentar novas facetas de seu trabalho. “É como abrir um novo capítulo, com mais maturidade e liberdade para experimentar.” Além disso, o EP tem o intuito de demonstrar ao público a identidade musical e os caminhos que a banda busca seguir.

“Antes que eu enlouqueça” parte de uma pergunta comum: como tirar alguém da cabeça? “É aquele momento em que você está tentando tirar alguém da cabeça, mas ainda não conseguiu se desvincular completamente daquilo que sente.” A música conta com uma produção mais voltada para o rock e o pop rock, unindo energia e intensidade com sentimentos que podem ser dolorosos.

“Na época da escrita da música, estávamos ouvindo muito indie, especialmente bandas como The 1975, e bastante obcecados por solos de guitarra. Queríamos criar algo que tivesse um sentimento melancólico, mas que, ao mesmo tempo, fosse animado e trouxesse uma energia mais intensa”, contam.

Com o clipe gravado no Centro de Juiz de Fora, a banda perguntou ao público e aos fãs o que fazer para superar alguém, reunindo uma variedade de respostas. A relação com os fãs para a Nextage vai além de interações nas redes sociais e figuração em um clipe: para eles, a opinião de quem ouve o trabalho é fundamental.

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Grupo aposta em interação real com os fãs (Foto: Divulgação)

“Os fãs são fundamentais para a existência da banda, porque eles são, de certa forma, o reflexo do que estamos construindo.” A relação também os ajuda a entender melhor o próprio trabalho e os momentos em que percebem o que emociona as pessoas, quais músicas as alcançam e como elas se identificam com o que fazem. “Queremos manter essa proximidade porque acreditamos que a música também é sobre criar conexões e construir uma comunidade”, definem.

Criando um novo som

A Nextage surgiu durante o concurso JF Tem Estrela, quando os quatro integrantes se conheceram e começaram a desenvolver o trabalho em conjunto. “Antes do projeto, nós quatro não nos conhecíamos, então o JF Tem Estrela foi uma oportunidade de descobrir não só uns aos outros, mas também o nosso potencial como grupo”, relembram.

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Borssatt, Cadu, Izzy e Rayo integram a boyband juiz-forana Nextage (Foto: Divulgação)

Encontrar uma identidade coletiva e entender como cada um poderia contribuir musicalmente foi um desafio no começo. Com o trabalho e a convivência, os quatro aprenderam a reconhecer o espaço de cada integrante dentro das músicas e a construir uma sonoridade que fizesse sentido para todos.

Além de ser uma experiência inovadora, que despertou o interesse da banda em explorar essa formação, a atenção do público também entrou na conta. “Mais do que nos apresentar uns aos outros, o projeto nos deu a oportunidade de descobrir o que poderíamos construir juntos.”

Após entrarem em harmonia, a Nextage criou um próprio processo de composição, que sempre começa com a pergunta: “O que queremos comunicar com essa música?”. A partir daí, as letras começam a ser desenvolvidas, incorporando experiências e sentimentos que façam parte do sentido para o grupo.

“Depois, buscamos ritmos e sonoridades que dialoguem com a identidade da Nextage, que transita pelo pop e aposta em músicas mais animadas. Também existe um cuidado em encontrar o equilíbrio entre as nossas referências e construir algo que tenha personalidade própria.”

Fazer música no formato de boyband — que, na avaliação do grupo, está voltando a ganhar popularidade — tem seus desafios, especialmente para não cair em fórmulas prontas. “Por isso, tentamos ser o mais sinceros possível durante o processo, conversando e conciliando nossas perspectivas para que o resultado represente a visão dos quatro integrantes.”

A diversidade de referências musicais dos integrantes é um exemplo das diferentes influências presentes na banda. “O desafio é encontrar aquilo que conversa com os quatro e transformar essas referências em algo que tenha a nossa identidade.” Artistas como One Direction, tanto pelas temáticas quanto pelas características vocais, além de The Weeknd, Justin Bieber e Jão, fazem parte desse universo de influências e, para o grupo, a ideia é absorver o que os inspira e usar essas referências como ponto de partida para desenvolver uma sonoridade própria.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy