

O Festival de Bandas Novas, Patrimônio Cultural e Imaterial de Juiz de Fora, acontece neste sábado (1º) e no dia 15 de agosto, de forma gratuita, na Praça Tarcísio Delgado (antiga PAC). Em sua 28ª edição, o evento conta com 19 bandas na programação e reforça o compromisso em gerar impacto na cultura e nos artistas juiz-foranos.
Apesar da redução da programação em relação aos outros anos, a expectativa da organização é receber um número ainda maior de amantes do rock, famílias, músicos e pessoas que valorizam a produção cultural local. Na programação do festival, estão nomes como Enkosto, Purple Lips e Kymera. Nos dois dias de evento, ambos realizados nos sábados, as apresentações começam às 15h e vão até às 22h.
Adriano Polisseni, idealizador do festival, explica que o compromisso segue o mesmo de sempre: oferecer uma programação forte, valorizando a música alternativa de Juiz de Fora e proporcionando ao público uma experiência de alto nível. Para essa edição, são esperadas cerca de 1500 pessoas.
Com quase três décadas de existência, o organizador reforça que o segredo para seguir na agenda cultural juiz-forana é saber dialogar com o público e entender suas demandas.
“Precisamos acompanhar as transformações da cultura e da sociedade. Isso passa por investir em acessibilidade, sustentabilidade, novas formas de comunicação, tecnologia e ampliação do público, sem perder a identidade que construímos ao longo dessas três décadas”, explica.
Outro fator que faz parte do espírito do festival é o trabalho coletivo. Embora Adriano esteja à frente do evento, ele conta com seus amigos, voluntários e apoiadores que são essenciais para que o Festival de Bandas Novas siga acontecendo ano após ano.

Fortalecendo a cena independente
O Festival de Bandas Novas integra a Política Nacional Cultura Viva como Ponto de Cultura, um reconhecimento que demonstra que o evento não é apenas uma atividade musical, mas um espaço permanente de formação, participação cidadã, valorização da cultura independente e democratização do acesso à arte.
Para novos artistas, segundo Adriano, o festival representa, muitas vezes, a primeira oportunidade de uma banda subir em um palco estruturado, diante de um grande público e com estrutura técnica. “Esse sempre foi o nosso maior legado: abrir portas, incentivar a produção alternativa e contribuir para o fortalecimento da música independente brasileira.”
Mesmo com as mudanças na programação de 2026, o formato de apresentação será o mesmo: cada banda terá 30 minutos de apresentação e 10 minutos para montagem e desmontagem, totalizando 40 minutos no palco. O evento contará também com estruturas de acessibilidade para pessoas com deficiência física, auditiva e visual.
Além disso, a organização segue com sua tradição solidária de arrecadações de alimentos para o projeto Sopa dos Pobres, através da chave pix CNPJ: 21.618.418/001-37.
*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy
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