Filho do terrorista Osama Bin Laden (1957-2011), Omar Bin Laden, 45, o quarto herdeiro, seguiu uma trajetória diferente do pai após sofrer estresse pós-traumático devido às cenas de violência que presenciou na juventude.

Artista plástico com atuação principalmente na pintura, Omar viu o ápice do terrorismo no atentado às Torres Gêmeas em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001. Ele, porém, já havia presenciado diversos episódios problemáticos ao longo da vida.

Em 2022, o herdeiro revelou ao jornal britânico The Sun que precisou buscar ajuda depois de lidar com ataques de pânico. Ele afirmou que tenta incessantemente esquecer de todos os momentos ruins que lidou na vida. “É muito difícil. Você sofre o tempo todo”, declarou ele na ocasião.

Omar Bin Laden presenciou seus cachorros de estimação serem mortos com armas químicas pelos membros da Al Qaeda, a organização terrorista liderada pelo pai no passado.

Ele, inclusive, foi escolhido pelo terrorista para seguir seu legado, algo que ele afirmou não ter aceitado. O pintor declarou que acredita ter sido selecionado pelo pai por ser o mais inteligente dos irmãos. “Por isso estou vivo hoje”, declarou ele na época.

O artista deixou o Afeganistão em abril de 2001, aos 19 anos, cinco meses antes do maior e pior ataque da Al Qaeda no mundo. O rapaz descobriu que o pai estava morto dez anos depois, quando já estava morando no Catar.

Omar se casou com a britânica Zaina al-Sabah, cujo nome de batismo é Jane Felix-Browne, que chegou a ter um cargo político em Cheshire, na Inglaterra. Os dois se conheceram em 2007 no Egito e logo oficializaram a união. A mulher se tornou uma das grandes apoiadoras do companheiro em sua carreira artística.

Deportação

Em 2024, Omar Bin Laden e a esposa foram deportados da França. Bruno Retailleau, então ministro do Interior no país, divulgou um comunicado no X acusando o herdeiro de glorificar o terrorismo em comentários nas redes sociais.

“O senhor Bin Laden, que viveu na região de Orne durante vários anos como cônjuge de uma cidadã britânica, publicou comentários nas suas redes sociais em 2023 que glorificavam o terrorismo. A proibição garante que Bin Laden não possa regressar administrativamente à França por qualquer motivo”, escreveu o representante na época.

A CNN Brasil repercutiu a notícia. De acordo com o semanário local Le Publicateur Libre, Bin Laden chamou a atenção das autoridades francesas por causa de uma postagem nas redes sociais no aniversário de seu pai, que foi morto pelos forças dos EUA em 2011. A Reuters não conseguiu localizar a postagem na mídia social.

O jornal informou em julho de 2023 que a polícia havia procurado Bin Laden na vila de Domfort, na Normandia, antes de sua deportação.

Atualmente, não há novas informações sobre o paradeiro do artista, que chegou a vender obras por £ 8,5 mil no passado.

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