O torcedor do Corinthians Carlos Roberto de Britto Junior, de 43 anos, foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pela morte do palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli, de 19 anos. A decisão foi proferida na terça-feira (6), pelo 2º Tribunal do Júri da Capital, em São Paulo. O crime ocorreu durante um confronto entre integrantes de torcidas organizadas, episódio que ficou conhecido como a “Batalha da Inajar”.
O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado, com pena estabelecida em regime inicial fechado. Ao definir a condenação, a juíza Flávia Castellar Oliverio destacou a gravidade das consequências do crime e a pouca idade da vítima, que teve a vida interrompida aos 19 anos.
Além de Carlos Roberto, outros nove réus estavam sendo julgados no mesmo processo. Um deles teve a punibilidade extinta, enquanto os outros oito foram absolvidos. O julgamento de outros nove acusados, torcedores do Palmeiras, ainda não tem data definida.
Confronto terminou com dois mortos
A briga aconteceu em março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, na zona norte da capital paulista. Integrantes das torcidas organizadas Mancha Verde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, haviam combinado um confronto para o dia de uma partida entre os dois clubes.
De acordo com os fatos apresentados no julgamento, os corintianos estavam armados com barras de ferro, pedaços de pau e foguetes e conseguiram preparar uma emboscada contra os rivais, que também estavam armados.
Durante o confronto, dois torcedores palmeirenses morreram. As vítimas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos.
Júri reconheceu homicídio qualificado
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio qualificado de uma das vítimas em relação a apenas um dos dez réus julgados. Os jurados também reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e emprego de meio cruel.
Em relação a outro acusado, o crime de homicídio foi desclassificado para rixa qualificada, o que levou à prescrição da pena. Os réus foram absolvidos das acusações de homicídio relacionadas à segunda vítima e de associação criminosa.
Na definição da pena, a juíza Flávia Castellar Oliverio ressaltou que a vítima tinha apenas 19 anos e que o crime interrompeu suas perspectivas de vida.
A condenação encerra mais uma etapa judicial de um caso que se tornou emblemático pela violência entre torcidas organizadas na cidade de São Paulo. O processo contra os nove torcedores palmeirenses ainda aguarda definição de data para julgamento.
A Coluna não conseguiu o contato da defesa de Carlos Roberto.
