
A infraestrutura de recarga para veículos elétricos tem avançado no Brasil, principalmente com a expansão dos carregadores rápidos. O crescimento da frota, no entanto, amplia a necessidade de novos pontos de abastecimento e exige planejamento da rede elétrica para atender desde motoristas individuais até condomínios e grandes frotas.
Atualmente, o país teria cerca de um ponto de recarga para cada 63 veículos elétricos. Em Minas Gerais, a relação seria de um para 59. Como referência, o setor considera uma proporção internacional de aproximadamente um carregador para cada dez veículos.
Em entrevista à 98 News, o gerente da unidade de negócios de mobilidade elétrica da Nansen, João Tabelini, explicou que a tecnologia já permite reduzir significativamente o tempo necessário para recarregar um automóvel.
Segundo ele, a velocidade da recarga depende tanto da potência do carregador quanto da capacidade do próprio veículo de receber energia. Em alguns mercados, como o chinês, já existem tecnologias capazes de realizar o procedimento em cerca de cinco minutos.
No Brasil, porém, o tempo ainda é maior.
“Na rede existente hoje que a gente tem no país, essa recarga acontece na faixa de 30 a 40 minutos”, afirmou.
Número de pontos de recarga ainda é desafio
Apesar da expansão da infraestrutura, a quantidade de carregadores disponíveis no Brasil ainda está distante de referências observadas em mercados mais desenvolvidos.
De acordo com Tabelini, uma referência internacional utilizada pelo setor é de aproximadamente um ponto de recarga para cada dez veículos elétricos. No Brasil, a proporção estaria atualmente em um carregador para cada 63 veículos, enquanto, em Minas Gerais, seria de um para cada 59.
Para o especialista, os números indicam que ainda há espaço para a ampliação dos chamados eletropostos, especialmente diante do aumento da circulação de veículos eletrificados.
A instalação dos equipamentos, no entanto, envolve mais do que a escolha de um local e a conexão do carregador à rede elétrica. Cada projeto exige avaliação da estrutura disponível e da potência necessária para atender à demanda.
“Seleciona o ponto, avalia o ponto, dimensiona qual vai ser a potência de recarga do equipamento disponível para aquele local e define o modelo de negócio”, explicou.
Os desafios também variam conforme o tipo de instalação. Nas ruas, por exemplo, há questões relacionadas às regras para utilização das vagas. Em postos e estacionamentos, é necessário considerar a disponibilidade e os prazos para conexão à rede elétrica.
Nos condomínios, um dos principais desafios é definir como será feita a medição e a cobrança individual da energia consumida pelos moradores.
Ônibus elétricos exigem planejamento da rede
A necessidade de planejamento aumenta quando a eletrificação envolve frotas inteiras. Belo Horizonte contratou 96 ônibus elétricos e 27 carregadores de alta potência para ampliar a presença desse tipo de veículo no transporte coletivo da capital mineira.
Segundo Tabelini, nesse tipo de operação, a prioridade não é necessariamente fazer a recarga no menor tempo possível.
“Recarga de frota não é sobre carregar rápido. É sobre carregar a tempo”, resumiu.
Isso exige calcular previamente as rotas, o consumo de energia e os horários de saída dos ônibus, além de verificar junto à concessionária se existe capacidade elétrica disponível nas garagens.
Sistemas de gestão também podem ser utilizados para determinar quais veículos devem ser carregados primeiro, considerando fatores como horário de saída, manutenção e tempo disponível na garagem.
No projeto de Belo Horizonte, os 27 equipamentos possuem potência de 160 kW cada. Juntos, representam cerca de 4,3 MW de potência instalada.
Para Tabelini, projetos desse porte mostram que a expansão da mobilidade elétrica não depende apenas da aquisição de veículos e carregadores. O crescimento da frota precisa ser acompanhado pela ampliação dos pontos de recarga, pela capacidade da rede elétrica e por sistemas de gestão da demanda de energia.
A necessidade tende a aumentar à medida que carros particulares, condomínios e sistemas de transporte público passam a utilizar uma infraestrutura de recarga que ainda está em processo de expansão no país.
Texto com informações da Agência Content Box, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

