O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis implantar seu centro de pesquisa e processamento de terras raras no Projeto Colossus, em Poços de Caldas, no sul mineiro.

Segundo o banco, os recursos virão do BNDES Mais Inovação.

Além da implantação, a mineradora também vai realizar pesquisas para o desenvolvimento de técnicas metalúrgicas específicas e otimização de rotas de processamento de argilas iônicas.

O projeto da Viridis prevê a produção de carbonato misto de terras raras, um produto intermediário obtido a partir do processamento do minério e que concentra diferentes elementos de terras raras antes das etapas posteriores de separação e refino.

A matéria-prima do projeto está associada a argilas iônicas, depósitos geológicos nos quais os elementos de terras raras ficam retidos na forma de íons adsorvidos. Esse tipo de depósito é considerado uma importante fonte desses minerais para aplicações tecnológicas.

O Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras, inaugurado pela Viridis em maio em Poços de Caldas (MG), integra a etapa de desenvolvimento tecnológico do Projeto Colossus. A unidade conta com uma planta de demonstração usada para produzir carbonato misto de terras raras e testar, em escala intermediária, a rota de processamento que deverá ser adotada posteriormente na operação industrial.

A planta piloto tem como objetivo simular as condições da planta industrial do Projeto Colossus, cuja implantação está prevista para iniciar no primeiro trimestre de 2027 e deverá entrar em operação ao final de 2028.

O financiamento à Viridis ocorre em meio a uma ampliação da atuação do BNDES no setor de minerais críticos e estratégicos. O banco passou a oferecer linhas específicas para projetos que vão da pesquisa e exploração mineral à implantação de plantas de processamento.