O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU). O placar foi de 63 votos a favor e quatro contra.
A indicação de Pacheco segue para análise da Câmara dos Deputados.
Na segunda-feira (31), o ministro Bruno Dantas encaminhou a sua renúncia ao presidente do TCU, Vital do Rêgo. Ele solicitou que a exoneração seja feita a partir de 9 de setembro.
Com 48 anos, Dantas poderia permanecer no TCU até completar 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Ele chegou à Corte em 2014. De julho de 2022 a dezembro de 2025, presidiu o tribunal.
Conforme antecipado pela Jovem Pan, Pacheco era o principal cotado para ocupar a vaga deixada por Dantas. A posse do senador é discutida para depois das eleições. Novembro aparece entre as possibilidades consideradas para o ingresso do parlamentar na Corte, mas o calendário ainda depende da tramitação na Câmara.
Antes da indicação ao TCU, Pacheco era cotado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tinha preferência pelo parlamentar para assumir a vaga deixada pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso.
No entanto, o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por apontar o advogado-geral da União, Jorge Messias. Em decisão histórica, o Plenário da Casa Alta rejeitou a indicação do AGU.
Presidente da Casa Alta de 2021 a 2023, Pacheco decidiu não disputar a reeleição neste ano. Também descartou disputar o governo de Minas Gerais. Em maio, o senador comunicou que iria deixar a vida política ao término do seu mandato no Senado em dezembro.
