A Polícia Federal (PF) indiciou o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, e outras 12 pessoas por crimes financeiros em um esquema de sonegação de postos de combustíveis vinculados ao empresário Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e à facção criminosa PCC. A defesa de Mansur não se manifestou.
Mansur foi acusado dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os gestores de outras empresas do mercado financeiro, também suspeitos de envolvimento, como a Trustee Distribuidora e a BK Instituição de Pagamento, também foram indiciados.
“Recursos de origem espúria, provenientes de sonegação fiscal e de demais ilícitos praticados no setor de combustíveis pelo grupo econômico formado pela Aster Petróleo Ltda. E, pela Copape Produtos de Petróleo Ltda., foram introduzidos no Sistema Financeiro Nacional por intermédio de instituição de pagamento que operava contas bolsão sem identificação dos titulares, e, a partir dela, integrados à estrutura de fundos de investimento encadeados em cascata, administrados por três distribuidoras de títulos e valores mobiliários”, escreveu a PF na conclusão do relatório, apresentado na semana passada.
Recentemente, Mansur fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e entregou documentos dos fundos envolvidos nessas transações e em outras operações financeiras. Ele também é suspeito de operar crimes financeiros para Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A delação foi enviada no fim do mês passado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Diante dos desdobramentos da crise no STF, porém, o acordo ainda não foi homologado. Por isso, não ganhou ainda validade jurídica como meio de prova.
Ainda há dúvidas no STF sobre o andamento dos processos que estavam sob relatoria de Mendonça e estão vinculados à Operação Compliance Zero, por isso o assunto não foi ainda resolvido.
