O candidato ao Palácio do Planalto Romeu Zema (Novo) negou nesta segunda-feira (27) que a direita esteja fragmentada. À CNN, ele afirmou que o grupo político estará unido em um possível segundo turno das eleições.

“A direita não está fragmentada. A direita, da mesma forma que ocorreu no Chile alguns meses atrás, estará toda unida no segundo turno. Eu quero ir para o segundo turno, mas, se outro candidato for, eu nunca vou estar apoiando a esquerda, e tenho certeza que eles a mesma coisa”, disse.

O Partido Novo confirmou Zema, nesta manhã, como candidato da sigla ao Planalto. Ele foi homologado por unanimidade durante convenção partidária online, seguida de evento em Brasília. O nome para o cargo de vice-presidente na chapa ainda não foi definido.

Zema disse respeitar pesquisas eleitorais, mas minimizou os atuais resultados de intenções de voto. Segundo ele, a decisão de voto do eleitor costuma ser definida na véspera do pleito. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro.

“Eleição, sempre falo, é igual cardápio de restaurante, você escolhe na hora que chega o momento. O brasileiro vai agir assim, hoje ele não está nem sabendo quem são os candidatos”, afirmou.

Sobre a sua chapa à Presidência, Zema disse que não deve desistir da candidatura e que ainda negocia alternativas para a escolha do vice-presidente. “Vou levar até o final”, disse.

Ele voltou a elogiar Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e um dos cotados pelo Novo para vice, mas afirmou que o partido ainda conduz conversas. O anúncio do número dois da chapa será feito até 5 de agosto, prazo final da Justiça Eleitoral, segundo Zema.

“Quando se fala dessas alianças politicas, as decisões sempre são tomadas no último dia porque o cenário pode sofrer mudanças e pode haver uma composição mais viável, mas nós temos alternativas internas do partido, fazermos uma chapa pura, e temos também conversado com outros partidos que não tem candidatos à Presidência”, declarou.