Confirmado candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) criticou o STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou não ter relação com o escândalo do Banco Master. A declaração ocorreu durante convenção partidária da que oficializou seu nome na disputa pelo Palácio do Planalto nesta segunda-feira (27).
“Brasil no setor público carece de bons exemplos. Temos aqui o contrário, como essas aberrações que têm acontecido no Supremo”, disse o agora candidato ao Palácio do Planalto.
Zema ainda afirmou que “alguns ministros do STF” envergonham não só a instituição, mas também o Brasil. Depois, o ex-governador de Minas Gerais citou o embate que teve com o ministro do STF Gilmar Mendes após o magistrado enviar ao ministro Alexandre de Moraes uma solicitação para que Zema seja investigado no inquérito das fake news.
“Estou respondendo com orgulho ao processo do senhor excelentíssimo Gilmar Mendes”, pontuou na convenção.
Zema costuma criticar o papel do STF nos discursos. Recentemente, por exemplo, ele reclamou da decisão de Moraes em suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, Jair Bolsonaro (PL).
“Acho que todo mundo já viu filmes, já viu diversas ocasiões em que quem está detido se comunica por carta, como foi dito. É algo mais do que normal, é verificável, ninguém vai mandar dentro de uma carta uma faca, uma pistola, droga, etc.; é papel. Então, você querer, vamos dizer, tolher um direito do ser humano”, comentou Zema.
Esta será a terceira eleição disputada por Zema. Empresário, ele foi eleito para dois mandatos como governador de Minas, em 2018 e 2022. Como postulante ao Planalto, o ex-governador tem se posicionado como uma “terceira via”, uma alternativa à polarização entre PL e PT.

