O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) pediu nesta terça-feira (25) que o STF (Supremo Tribunal Federal) evite “surpresas” nas eleições e abra as investigações que estão em curso.

Em sabatina realizada pelo Jornal Nacional, o ex-governador de Goiás citou os casos envolvendo os desvios no INSS, as fraudes do Banco Master e a operação Carbono Oculto, que apurou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis.

De acordo com Caiado, é preciso garantir que essas investigações sejam transparentes. O ex-governador tem usado o caso Master para atingir o seu principal adversário no campo político da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Ele explora a ligação do rival com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a quem o senador chamou de “mermão’ e pediu recursos para gravar o filme Dark Horse. O candidato do PSD afirma que Flávio apresenta uma “surpresinha” diferente por dia.

Já a investigação envolvendo o INSS é um dos argumentos usados por Caiado para atacar Lula, especialmente pelo suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Um dos pontos investigados é a relação de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger. Os dois são suspeitos de atuar para facilitar o fechamento de contratos entre empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com órgãos do governo federal.

Há um ano, a PF identificou um esquema de descontos associativos indevidos na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS foi instalada e gerou desgaste para o governo Lula. Uma das linhas de atuação foi focar em Lulinha. Durante os trabalhos da comissão, o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu o indiciamento do filho do presidente em seu relatório final, mas a comissão terminou as atividades sem aprovar um parecer final.

Antes, a CPMI também aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, mas teve o acesso aos dados barrado por decisão de Dino.

Anistiados do 8 de Janeiro

Ele também defendeu anistiar os condenados pelo 8 de Janeiro como uma medida de “pacificação” do país. Segundo o ex-governador de Goiás, é preciso “acabar com a polarização” que envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Nós precisamos pacificar o país e acabar com a polarização. Esse clima cria um processo de um contra o outro. Neste momento eu posso garantir que encaminharei sim um projeto ao Congresso propondo uma anistia ampla. Meu objetivo é pacificar o país com uma anistia ampla, geral e irrestrita”, disse.

Ele afirmou que, se eleito, enviará uma proposta ao Congresso propondo anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados e citou outros momentos em que políticos foram anistiados. O ex-governador comparou a medida com o caso de Lula. Segundo Caiado, o petista foi “anistiado” depois de ter uma série de “escândalos de corrupção” atrelados a ele.