O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) está retornando do Rio de Janeiro para Brasília na manhã desta sexta-feira (2). A intenção do escritor é ir imediatamente à sede do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele informou à reportagem que pedirá uma audiência com o presidente da Corte, Edson Fachin.

Em carta direcionada a Fachin e já divulgada pela assessoria de Cury nesta sexta-feira (2), o candidato diz que as últimas decisões do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) “interferem na liberdade de expressão em relação ao último debate”.

Na noite da última quinta-feira (1º), a Globo cancelou o que seria o último debate antes do primeiro turno das eleições. Segundo a emissora, a decisão ocorreu por conta de decisões judiciais que “representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm”.

Horas antes do debate, a emissora recebeu duas determinações do Judiciário. A primeira partiu da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a exibição do púlpito vazio de candidatos que estivessem ausentes, assim como a formulação de perguntas a eles.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, também expediu uma ordem na proximidade do início do debate. O magistrado determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) na programação. O candidato não havia sido convidado pela emissora e procurou a judicialização do caso. Antes da decisão de Gilmar, Cármen Lúcia, também do STF, e Kassio Nunes Marques, enquanto presidente do TSE, já haviam negado um pedido semelhante.

Augusto Cury ressalta que sua carta “é um protesto, mas é também uma súplica pacífica” e pede para que “os Poderes sejam harmônicos, que a liberdade de expressão seja preservada e que o povo brasileiro chegue às urnas com informação suficiente para decidir”.

Em uma adição ao texto da carta, Cury disse que avalia acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para relatar “preocupações em relação à democracia brasileira”, em referência aos últimos acontecimentos que envolvem as eleições no país.