A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), eleita como a mulher mais votada à Câmara dos Deputados com 1,6 milhão de votos no último domingo (4), afirmou em entrevista à CNN Brasil que fará o “essencial” para que o país enxergue uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ ocupando a Presidência da República.

“Eu não vou dizer que tenho vontade (de me candidatar a presidente), mas, quando fiz campanha, as pessoas me abraçavam e diziam que eu seria presidente. Eu acho bonito quando, dentro do meu grupo e fora, falam sobre essa possibilidade”, disse nesta terça-feira (6), ao CNN 360º. “Eu farei o que for essencial para que o Brasil um dia enxergue uma pessoa trans, LGBT, como sendo presidente do país.”

Para ela, entretanto, ainda é preciso enfrentar a misoginia e o machismo até o Brasil estar pronto para esse momento. “Torço para que, se um dia essa proposta se apresentar e os partidos acharem que eu posso ocupar esse lugar, eu não me exima, pois não é o ódio que pode me impedir de ocupar lugares que podem ser históricos.”

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“Vocês viram a composição do Congresso, uma composição muito difícil, e que vamos precisar de muita energia”, ressalto.

Erika fez referência ao aumento da presença dos partidos de direita a partir do próximo mandato. “Estamos falando de avanços de pessoas ligadas ao Banco Master, o próprio Flávio Bolsonaro. Então, os partidos de esquerda precisam se organizar para que possam avançar e possam também perceber onde precisam atualizar suas plataformas, suas linguagens, seus quadros etc., fazer uma escolha acertada de como vamos valorizando esses quadros dentro do partido.”