O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (7) que chegou a receber mais de 2 mil ameaças de morte diante de seu discurso de combate ao crime organizado.

O senador expôs um diálogo publicado nas redes sociais de quem ele chama de “um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro, um cara chamado Gadernal”. A mensagem ameaça moradores de uma comunidade que “votarem 22” – o número de Flávio na urna – e cita consequências para os eleitores em caso de operações contra a facção.

“Hoje eu acabei de receber um print do celular de uma postagem. […] ‘Não adianta chorar depois da primeira operação, a sua casa será alvo de bala perdida’. É isso que tá acontecendo no Brasil e é por isso que em várias favelas do Brasil eu posso não ter ganho, mas muitas pessoas entenderam o recado que eu estou dando, que é para protegê-las e para tirá-las da opressão”, disse Flávio em discurso durante evento organizado pelo Republicanos.

Flávio conquistou mais um apoio fundamental nesta quarta-feira no plano de composição política para o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Republicanos – que optou pela neutralidade no primeiro turno – acompanhou os demais partidos do Centrão e integrou a caravana do PL. A coordenação do presidenciável já obteve o apoio de União Brasil, PP e Novo, além de ainda ter conversas com o Podemos.

Foco feminino

Durante o evento, Flávio também ressaltou a intenção da coordenação de campanha de aproximar a figura de Flávio do público feminino. Mais cedo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou que a candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL) está “rodeada de rosa”, em referência ao comitê feminino que acompanha o presidenciável.

“As mulheres têm medo de ver o vagabundo e ficar abusando sexualmente dela. Se aproveitando, encostando numa mulher. Por que isso tudo acontece, gente? Porque o Brasil está sem controle. O Brasil está sem presidente. Mas é o que eu digo, calma, o presidente está chegando”, concluiu Flávio.

Flávio já mencionou em transmissões ao vivo e em discursos que as propostas de segurança pública voltadas para as mulheres giram em torno de, principalmente, classificar facções criminosas, como PCC e CV, como organizações terroristas. Além disso, propõe a integração dos dados e denúncias nos aparelhos celulares pelo Gov.Br e uma inteligência artificial para auxiliar mulheres vítimas de assédio.