O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião com aliados, em Brasília, na tarde desta segunda-feira (5), em busca de uma estratégia para a disputa do segundo turno das eleições.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou que os eleitores voltarão às urnas no dia 25 de outubro às 20h56 deste domingo (4), quando 96,78% haviam sido apuradas. Nesse horário, Flávio tinha 47,39% dos votos contra 44,74% de Lula.
Às 23h54 deste domingo, com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL acumulava 47,03%, com 56,1 milhões de votos, enquanto o petista somava outros 45,16%, com 53,8 milhões de votos.
A reunião já estava previamente marcada. É hábito da campanha de Lula se reunir no início de cada semana. O encontro desta segunda, porém, ganha peso frente ao desafio do petista para o segundo turno e a necessidade de corrigir rotas.
A reunião já estava previamente marcada. É hábito da campanha de Lula se reunir no início de cada semana. O encontro desta segunda, porém, ganha peso frente ao desafio do petista para o segundo turno e a necessidade de corrigir rotas.
Aliados do petista, sob reserva, admitiram surpresa com o resultado das urnas. O PT (Partido dos Trabalhadores) captou um avanço da direita nos últimos dias, mas esperava ver Lula marginalmente à frente de Flávio no primeiro turno.
Um aliado do presidente classificou o resultado como uma “pancada” após a apuração das urnas.
Em seu pronunciamento após o resultado, Lula admitiu frustração e que “o resultado muitas vezes é inesperado”, mas tentou engajar a militância petista e afirmou que o embate “tête-à-tête” com Flávio será favorável à campanha do petista.
“Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, disse Lula.
O presidente também voltou a cobrar um esforço contra a abstenção, que foi de 21,08% na primeira etapa do pleito – um percentual que não era visto desde 1998.
“Tivemos 28 milhões de pessoas que não votaram e vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que o voto é necessário para decidir o futuro do país”, disse.

