O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em convenção partidária na capital paulista neste domingo (2).

A homologação da chapa à Presidência aconteceu em reunião interna da sigla, que precede um ato político na Zona Norte de São Paulo.

A busca pela segunda reeleição marca a sétima vez que o petista disputará o Palácio do Planalto.

Lula terá em sua coligação, além da Federação PT/PV/PCdoB, PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede.

O atual mandatário adotou como um dos principais motes de sua campanha para 2026 a defesa da soberania nacional, em meio ao tarifaço dos Estados Unidos. O entorno do presidente avalia que respostas duras ao governo Donald Trump — e mesmo o acirramento das tensões — contribuem com a popularidade do petista.

Baseado em pesquisas internas, o PT passou a apostar no discurso de que a família Bolsonaro teria sido provocadora do tarifaço. Um dos principais argumentos é a menção ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na carta em que Trump anunciou taxas contra o Brasil no ano passado.

Nas últimas semanas, o mandatário reforçou o discurso de que os EUA tentam interferir nas eleições de 2026. Com fatos recentes, como a “missão eleitoral” que o Departamento de Estado supostamente tentou enviar ao Brasil, o petista deve voltar a bater nesta tecla no ato deste domingo.

Se o discurso por soberania é uma das apostas para vencer as eleições, o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aparece como um “calcanhar de Aquiles” para o mandatário conforme a campanha se aproxima.

Na última quinta (30), Mendonça autorizou que a PF (Polícia Federal) instaure um inquérito contra Lulinha para apurar os crimes de tráfico de influência e corrupção. A investigação vai tentar esclarecer se o primogênito de Lula atuou para intermediar interesses junto ao Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal.

O pedido foi enviado ao STF no dia 24 de julho e distribuído a Mendonça, que também é relator do inquérito sobre os desvios bilionários no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), apurados na Operação Sem Desconto, caso em que também há menção a Lulinha.