Na véspera do primeiro turno das eleições, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizaram os últimos atos ao lado de apoiadores e reforçaram o posicionamento de suas campanhas.
Neste sábado (3), o petista voltou a defender o fim da escala 6×1 enquanto Flávio focou em críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Em último ato de campanha antes do primeiro turno, Lula esteve na capital paulista. O petista argumentou a favor do fim da escala 6×1 de trabalho, uma das pautas prioritárias do governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a matéria para a próxima semana na Casa.
O candidato pelo PT também voltou a mencionar a proibição das plataformas de apostas esportivas, as bets, no Brasil, e pediu que o eleitorado mais velho vá às urnas neste domingo (4).
“Essa é a passeata do fim da escala 6×1, que vai ser votada no Senado já semana que vem. É a passeata que acabou com as bets no Brasil. Ninguém vai ganhar dinheiro extorquindo pobre neste país”, disse durante ato nos arredores da Avenida Paulista.
Como mostrou a CNN, a caminhada de Lula na capital paulista registrou um princípio de confusão entre militares e a PM (Polícia Militar). Dirigentes petistas relataram que a corporação insistiu para a campanha mobilizar seus caminhões na Rua Augusta para liberar o tráfego de veículos na Avenida Paulista. O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) autorizou a realização da caminhada, mas informou que o ato não poderia obstruir a avenida.
Em certo momento, o coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, discutiu com policiais e Lula chegou a reclamar da ação policial em fala durante a caminhada.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, investiu no interior do estado paulista. Em motocarreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, o senador mencionou a Suprema Corte e falou em “perseguição”.
O candidato disse que há um “desequilíbrio” entre os Poderes e defendeu uma reforma no Judiciário.
“Tem muita coisa que tem que ser consertada. As decisões monocráticas que são dadas, declarando inconstitucionais leis e atos do Congresso… A Corte máxima tem que deixar de ser uma delegacia de polícia. Tem que acabar com foro por prerrogativa”, disse.
“Eu vou olhar pra frente, quero fazer um governo de pacificação. Temos que ajustar muitas coisas em Brasília. O poder está completamente desequilibrado. Ministros não podem ser assessores. Ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula, e nem de nenhum outro viés ideológico. Está tudo depravado nesse país”, prosseguiu.
Flávio ainda acusou que parte da PF (Polícia Federal) estaria sendo usada para perseguir adversários políticos.
“Quando enfrentamos o PT, temos mentiras em massa, botaram uma parte da PF para perseguir adversários em vários estados”, afirmou.
Ainda neste sábado, o candidato do PL (Partido Liberal) segue para o Rio de Janeiro, onde vai realizar outra moto-carreata ao lado de apoiadores.
Como mostrou a CNN, na véspera do primeiro turno, o foco da campanha do presidente Lula é tentar evitar a abstenção, enquanto o de Flávio é forçar o voto útil do eleitor.

