O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais em Minas Gerais neste domingo (25) e manteve a tradição de o estado refletir o resultado nacional.
O petista reverteu o cenário do primeiro turno, quando perdeu no estado para Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de quase 600 mil votos. Neste domingo, Lula alcançou 50,41% dos votos (6.351.099 votos), contra 49,59%(6.241.786) do adversário, uma diferença de 107.285 votos.
A tradição de Minas Gerais como reflexo do Brasil também se confirmou no resultado nacional. Lula, eleito para um quarto mandato, obteve 51,78% dos votos no país, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 48,22% — uma diferença de 4,4 milhões de votos.
Desde 1989, quando ocorreu a primeira eleição direta para presidente após o fim da ditadura militar, todos os candidatos eleitos à Presidência da República também venceram em Minas Gerais. O estado é considerado um termômetro eleitoral por apresentar, historicamente, resultados semelhantes aos do cenário nacional.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, e a diversidade regional ajuda a explicar por que o estado é considerado um retrato do país. No sul mineiro, região economicamente mais próspera e próxima de São Paulo, o comportamento eleitoral tende a se aproximar do observado entre os paulistas.
Já o norte do estado e o Vale do Jequitinhonha, região de menor renda média e próxima à Bahia, apresentam características eleitorais semelhantes às de áreas do Nordeste.
No Triângulo Mineiro, região com forte presença do agronegócio, o perfil do eleitorado tende a se aproximar do observado em Goiás.
Nesta eleição, Lula venceu em 13 estados, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou a maioria dos votos em 14 unidades da Federação. Minas Gerais foi o único estado em que o vencedor mudou o resultado em relação ao primeiro turno.

