Marcelino Conti de Souza, 62 anos, é candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) ao Senado pelo Pará. Conhecido como Conti, o servidor público federal disputa pela primeira vez um cargo eletivo. A chapa tem Maria Luisa Farias (PSOL) como primeira suplente e Joana da Economia Solidária (PSOL) como segunda suplente. Sua pré-candidatura foi lançada em 26 de junho, em Belém.
Nascido em Volta Redonda (RJ) e radicado em Oriximiná, no oeste do Pará, Conti é graduado em Ciências Sociais pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), mestre em Antropologia pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e doutor em Sociologia e Direito. Servidor da UFF, é diretor-geral da Unidade Avançada José Veríssimo, em Oriximiná, e pesquisador do Laja (Laboratório de Justiça Ambiental).
Conti integra a direção nacional do MNU (Movimento Negro Unificado). Sua trajetória de militância está ligada ao combate ao racismo e à defesa de comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. Na campanha ao Senado, tem se manifestado a favor do fim da escala de trabalho 6×1.
No lançamento da pré-candidatura de Conti, o PSOL apresentou ainda a defesa da Amazônia entre as pautas centrais defendidas pelo candidato.
No registro da candidatura apresentado à Justiça Eleitoral, o educador declarou patrimônio de R$ 416,6 mil.
Além de Conti, concorrem às duas vagas do Pará no Senado Breno Guimarães (Mobiliza), Celso Sabino (PDT), Chicão (União), Coronel Jonildo (DC), Delegado Éder Mauro (PL), Edlaine Rodrigues (Democrata), Fernanda Lopes (UP), Gizelle Freitas (PSOL), Helder Barbalho (MDB), Livia Noronha (Solidariedade) e Zequinha Marinho (Podemos).

