O senador eleito pelo Maranhão, Lahesio Bonfim (Novo), fez um discurso na terça-feira (6) no qual mencionou conflitos passados com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino e prometeu cobrar o integrante da Suprema Corte.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes (MA) citou o episódio de quando Dino era então governador do estado, durante a pandemia, e classificou o acontecimento como perseguição política.

“Quase perdi a minha vida para ir buscar dez doses de vacina da Covid, que me massacrava pra vocês desistirem de mim”, disse o senador.

Depois, Bonfim mencionou uma operação da Polícia Civil da qual foi alvo em 2020 por suspeita de fraude em licitação para compra de combustíveis, quando era prefeito da cidade.

“Ele mandava a polícia me prender para tentar me envergonhar na frente de vocês. Agora, Flávio Dino, eu estou indo atrás de vocês”, concluiu.

À CNN, Bonfim disse que a sua fala faz referência ao fato de que “o mundo dá muitas voltas” e que o fim “dos abusos no STF” será uma das bandeiras de seu mandato.

“Quando digo que vou atrás do ministro Flávio Dino, é porque o mundo dá muitas voltas. Acabei de ser eleito senador, justamente para atuar na Casa que tem a prerrogativa de exercer freios e contrapesos sobre decisões que considero parciais de ministros do Supremo. E a busca pelo reequilíbrio entre os Poderes e o fim dos abusos no STF serão bandeiras do meu mandato”, disse o senador Lahesio Bonfim.

Já o partido Novo reforçou o discurso do parlamentar e afirmou que atuará no Congresso para “defender a independência entre os Poderes” e cobrar limites “aos abusos de ministro da Suprema Corte”.

“A nova bancada eleita pelo Novo é também um recado da população, pois existe uma demanda clara por mais equilíbrio, respeito à Constituição e responsabilidade no exercício do poder. Vamos cumprir esse papel com firmeza”, enfatizou Eduardo Ribeiro, presidente do Novo.

Procurada pela CNN, a assessoria de Flávio Dino informou que o ministro não “responde sobre assuntos políticos, dos quais está afastado desde fevereiro de 2024”.