Um dos maiores nomes da história do audiovisual brasileiro, o diretor Luiz Carlos Barreto faleceu na madrugada desta quarta-feira (22), aos 98 anos. Segundo informações da assessoria do artista obtidas pela CNN, ele morreu em decorrência de um quadro de pneumonia.
Luiz Carlos Barreto, conhecido como “Barretão”, foi produtor, diretor, roteirista e fotógrafo. Ele foi figura central do chamado Cinema Novo (movimento que combateu o cinema comercial e comédias tradicionais) e produziu clássicos absolutos como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976) e o indicado ao Oscar “O Quatrilho” (1995). Ambos os filmes foram dirigidos pelos filhos do artista, Bruno e Fabio Barreto, respectivamente.
Nascido em Sobral, Ceará, Luiz Carlos iniciou a carreira como fotojornalista na revista “O Cruzeiro” antes de se dedicar ao cinema, nos anos 1950. Como diretor de fotografia, assinou produções consideradas obras-primas como “Vidas Secas” (de Nelson Pereira dos Santos) e “Terra em Transe” (de Glauber Rocha). Junto com sua esposa, Lucy Barreto, fundou a produtora LC Barreto, em 1963, construindo um legado familiar que inclui os filhos cineastas.
Sob a liderança da produtora, o Brasil chegou duas vezes à categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar: com “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro?”, os dois em Melhor Filme Estrangeiro.
Em um período como correspondente na Europa, ele fotografou personalidades como Marilyn Monroe, Fidel Castro e Frank Sinatra.
Cineasta brasileiro Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos

