O cantor Renner, 54, anunciou na última quinta-feira (8) que seguirá carreira solo em homenagem a Rick (1966-2026), que faleceu vítima de um acidente de helicóptero no último mês.

O artista divulgou o projeto “Rick & Renner pra Sempre — O Legado”, que deve celebrar a carreira musical que construiu ao lado de sua antiga dupla.

Assim como Renner, outros artistas tiveram que seguir novos rumos profissionais após perderam os parceiros tragicamente. Relembre.

Camargo e Camarguinho

Zezé Di Camargo teve outra dupla antes de estourar no Brasil inteiro ao lado de Luciano. Quando ainda era Mirosmar, o artista fez dupla com o irmão mais novo, Emival.

Em 1975, os artistas sofreram um grave acidente de carro. Zezé ficou apenas ferido, mas Emival não resistiu aos ferimentos e morreu, aos 11 anos de idade.

Alguns anos depois, Zezé decidiu fazer dupla com outro irmão, Welson David, que ganhou o nome artístico de Luciano. Eles alcançaram sucesso nacional com a música “É o Amor”, em 1991, e emplacaram outros hits com o passar dos anos.

Atualmente, Zezé tem um projeto solo de sertanejo raiz, enquanto Luciano canta músicas do segmento gospel, mas seguem se apresentando juntos em shows especiais.

João Paulo e Daniel

Daniel é um dos nomes mais conhecidos da música sertaneja no Brasil, mas seus grandes sucessos foram criados ao lado do amigo João Paulo. A dupla estourou com o hit “Estou Apaixonado”, em 1996, e aproveitou o auge por pouco tempo.

Em 12 de setembro de 1997, João Paulo sofreu um acidente de carro fatal, aos 32 anos, na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo. Daniel optou por seguir a carreira solo, sempre homenageando o antigo parceiro musical. Atualmente, o artista possui uma longa agenda de shows e apresenta o programa “Viver Sertanejo”, da TV Globo.

Leandro e Leonardo

Leonardo é conhecido pelos sucessos, pelo humor irreverente e pelos filhos famosos, que estão sempre presentes na mídia.

Antigamente, o artista tinha ao lado o irmão, Leandro, com quem atingiu o auge da carreira. Juntos, os cantores lançaram “Pense em Mim”, “Entre Tapas e Beijos” e “Não Aprendi a Dizer Adeus”, e venderam 35 milhões de discos.

Em abril de 1998, Leandro descobriu que tinha um câncer raro de pulmão. Apesar dos tratamentos que fez, ele morreu em junho daquele ano, aos 36 anos.

Leonardo seguiu a carreira solo e emplacou outros sucessos musicais. Sempre que tem a oportunidade, o sertanejo relembra a vida e o talento do irmão em seus shows ou nas redes sociais.

Netto e Henrique

Com uma dupla formada em 2015, Netto e Henrique fizeram sucesso com pelo menos dois hits: “Saudade Vem” e “Forçar a Barra”. Em 2020, Henrique sofreu um grave acidente de carro que o deixou internado por 22 dias, lutando por uma recuperação.

O artista bateu a caminhonete em que estava na traseira de um caminhão em Santa Fé do Sul, no estado de São Paulo. O cantor, no entanto, não resistiu, e faleceu com apenas 22 anos.

Netto decidiu seguir a carreira com outra dupla. Ele encontrou um cantor chamado Juliano, que adotou o nome artístico de Henrique para seguir ao lado do artista.

Chrystian e Ralf

Uma das duplas sertanejas mais famosas do país, Chrystian e Ralf trabalharam juntos entre 1983 e 2021, com alguns hiatos no meio do caminho. Os irmãos lançaram hits como “Nova York”, “Cheiro de Shampoo” e “Saudade”, e ainda emplacaram canções em trilhas sonoras de novelas, principalmente nos anos 1990.

Em 2024, Chrystian desenvolveu uma forte pneumonia, que evoluiu para uma infecção generalizada. Ele morreu aos 67 anos.

Ralf segue ativo e recentemente lançou o “Projeto Essências”, em que relembra os principais hits da carreira.

Maurício e Marcelo

Os gêmeos iniciaram a carreira no sertanejo ainda na infância e cantaram juntos por 35 anos. Eles integraram o Clube da Viola e passaram por diversas cidades do país com seus shows.

Suas principais canções são “Tampa do Balaio”, “Majestade, o Sabiá” (com Maria Cecília & Rodolfo) e “De Amor e Paixão”.

Em 31 de agosto de 2026, Marcelo morreu, aos 56 anos, vítima de uma leucemia. Desde então, Maurício tem seguido a agenda de shows em memória do irmão.

Antes de trabalhar com música, Rick teve outros empregos; relembre