O documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley” se tornou uma das produções nacionais de grande repercussão de 2026. A obra fala sobre a disputa bilionária pela herança, pelo controle e pela curatela de Anita Harley, principal acionista das Casas Pernambucanas, que está em coma desde 2016, quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Os cinco episódios da série biográfica do Globoplay mostram a relação de personagens complexos com a empresária.

Entre essas pessoas estão Cristine Rodrigues, ex-assessora e secretária de confiança que alega ser esposa de Anita, Sonia Soares (Suzuki), ex-funcionária e companheira que também reivindica uma suposta união estável, Arthur Miceli, reconhecido como filho socioafetivo da empresária, e a família Lundgren-Harley, composta pelas primas Juliana e Andrea Lundgren, além dos familiares que participam dos embates jurídicos.

Outros documentários nacionais abordam temas que são polêmicos e causaram debates nos últimos anos. Relembre a seguir.

“Pacto Brutal: o Assassinato de Daniella Perez” (2022)

A produção da HBO Max fala sobre o assassinato da atriz Daniella Perez (1970-1992), filha da autora de novelas Gloria Perez, com 12 punhaladas na região do peito.

A obra retrata momentos como o corpo foi encontrado em um matagal na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e a descoberta dos autores — o colega da atriz na novela “De Corpo e Alma”, chamado Guilherme de Pádua (1969-2022), e a ex-mulher dele, Paula Thomaz.

“Pacto Brutal” explica as motivações que levaram ao ato extremo contra a artista e aborda a morosidade da Justiça na investigação e na condenação dos responsáveis.

Diversos nomes famosos da mídia que trabalhavam com a atriz e profissionais envolvidos nos trâmites legais da época prestaram depoimento na obra.

“Holocausto Brasileiro” (2016)

Baseado no livro-reportagem de Daniela Arbex, o documentário explica como aconteceu a maior tragédia da história da psiquiatria no Brasil.

O filme aborda como era a rotina do Hospital Colônia, um manicômio fundado em 1903 na cidade de Barbacena, em Minas Gerais, e que recebia pessoas que não possuíam distúrbios mentais.

O local “abrigava” pessoas que eram rejeitadas pelas famílias ou até mesmo pela sociedade, como homossexuais, negros, moradores de rua, prostitutas, ativistas políticos, mães solteiras e até filhas que perderam a virgindade antes do casamento.

Algumas das pessoas que faleceram no hospital tinham seus corpos doados para faculdades de medicina, mesmo sem o consentimento das famílias. Estima-se que 60 mil pessoas tenham morrido em suas dependências.

Pelo fato dos pacientes terem sido submetidos a experiências desumanas, como frio, fome, sede, torturas físicas e a falta de saneamento básico, o manicômio passou a ser comparado aos campos de concentração nazistas.

“Escola Base: Um Repórter Enfrenta o Passado” (2022)

Produção retrata o caso em que donos de uma escola infantil na Aclimação, em São Paulo, uma professora e um motorista foram acusados de abusar sexualmente de crianças, em março de 1994.

O repórter Valmir Salaro, responsável por noticiar a acusação antecipadamente, relembra o caso e se desculpa com os envolvidos, que foram inocentados depois terem suas vidas transformadas injustamente. Ele também aborda os limites e as responsabilidades do jornalismo.

As duas mães que fizeram as denúncias foram procuradas pelo profissional, que tenta entender como a história foi disseminada e impactou profundamente a vida de inocentes.

O documentário está disponível em formato de filme no Globoplay.

“Vale o Escrito – A Guerra do Jogo do Bicho” (2023)

A série-documental explica como o jogo do bicho se tornou uma das maiores disputas financeiras e sangrentas do Rio de Janeiro.

A obra mostra o poder de famílias e figuras históricas da contravenção, como Castor de Andrade, Anísio da Beija-Flor, Capitão Guimarães (Ailton Guimarães Jorge), Miro e Piruinha (José Caruzzo Escafura).

Também é retratada a influência dos magnatas do jogo do bicho nas escolas de samba cariocas e como conflitos internos, traições e disputas de território resultaram em dezenas de assassinatos na cidade.

“Territórios — Sob o Domínio do Crime” (2026)

A produção aborda como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) surgiram como grandes facções nos presídios do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O documentário explica como a atuação dos líderes chegou a grandes centros urbanos, terras indígenas, garimpos e balneários.

Em seis episódios disponíveis no Globoplay, “Territórios” mostra cenas de operações policiais contra o crime organizado e expõe como funciona o poder bélico dos envolvidos nos esquemas.

29 jornalistas passaram por 27 cidades brasileiras e países como Colômbia, Peru e Paraguai atrás de 110 entrevistas, incluindo um depoimento exclusivo de Fernandinho Beira-Mar para complementar o documentário.

Briga entre Blake Lively e Justin Baldoni vira documentário