O linfoma não-Hodgkin do tipo B, doença do cantor baiano Netinho que morreu nesta terça-feira (13), é um tipo de câncer do sistema linfático que se origina nos linfócitos B, os glóbulos brancos que são responsáveis pela produção de anticorpos para combater infecções. Ele representa cerca de 85% de todos os casos de linfoma não-Hodgkin.
Às vezes, eventos aleatórios que não podem ser atribuídos a uma causa específica transformam as células B de glóbulos brancos saudáveis, que combatem infecções, em células cancerígenas.
O Ministério da Saúde, por razões ainda desconhecidas, afirmou que o número de casos da doença duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. Entre os linfomas, é o tipo mais incidente na infância. Os homens são mais predispostos do que as mulheres.
Segundo o comunicado, o linfoma evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. “Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível. Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo”, diz um trecho do texto divulgado pela assessoria.
A equipe do cantor afirmou que, “por desejo expresso do próprio Netinho”, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
