
Mudanças na rotina, períodos prolongados sozinhos, alterações no ambiente, chegada de novos moradores e até sons desconhecidos podem provocar estresse e ansiedade em cães e gatos. Alguns sinais aparecem no comportamento e podem indicar que o animal está enfrentando dificuldades para se adaptar.
Entre eles estão vocalização excessiva, destruição de objetos, agitação, isolamento e mudanças nos hábitos alimentares ou de higiene. Algumas adaptações na rotina podem contribuir para tornar o ambiente mais previsível e confortável para os animais.
“A ansiedade pode se manifestar de diferentes formas nos animais. Mudanças de comportamento, vocalização excessiva, destruição de objetos, agitação, isolamento ou alterações nos hábitos alimentares e de higiene podem ser sinais de que algo não está bem”, explica Ma. Samera Rafaela Bruzaroski, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Unopar.
Veja seis cuidados que podem ajudar a reduzir o estresse na rotina de cães e gatos.
1. Mantenha horários mais previsíveis
Ter alguma regularidade para alimentação, passeios, brincadeiras e descanso pode ajudar o animal a antecipar o que acontecerá ao longo do dia.
A rotina não precisa ser rígida, mas uma sequência relativamente previsível pode aumentar a sensação de segurança, principalmente entre animais mais sensíveis a mudanças.
2. Aposte no enriquecimento ambiental
Brinquedos interativos, atividades de busca e objetos que estimulem a exploração podem ocupar o tempo do animal e incentivar comportamentos naturais.
No caso dos gatos, uma alternativa é criar diferentes pontos de observação e exploração dentro de casa. Para os cães, brinquedos que estimulem a procura por alimento podem ser usados na rotina, sempre com supervisão quando necessário.
3. Inclua atividades físicas
Exercícios também podem contribuir para o bem-estar dos animais e ajudar a gastar energia.
Para cães, passeios e brincadeiras são algumas das alternativas. Já para gatos, atividades que estimulem perseguição, exploração e movimento podem ser incorporadas ao dia a dia.
A intensidade e a duração das atividades devem considerar fatores como idade, porte, condição física e características individuais do animal.
4. Crie um espaço de segurança
Cães e gatos devem ter acesso a um local tranquilo onde possam descansar ou se afastar de estímulos que estejam provocando desconforto.
Camas, mantas, caixas e outros recursos podem ser usados para criar esse espaço, principalmente em situações potencialmente estressantes, como visitas, mudanças na residência ou períodos de maior movimentação.
5. Evite mudanças bruscas
Alterações repentinas na alimentação, nos horários ou no ambiente podem aumentar o estresse de alguns animais.
Quando a mudança for inevitável, a adaptação pode ser feita de maneira gradual, sempre que possível.
“Animais podem se beneficiar de transições mais previsíveis. Quando houver uma mudança importante na rotina, é interessante observar como o pet reage e evitar forçá-lo a interagir com uma situação que esteja causando medo ou desconforto”, orienta Ma. Samera Rafaela Bruzaroski.
6. Reserve momentos para interação
Brincadeiras, passeios, carinho ou simplesmente permanecer próximo ao animal podem contribuir para fortalecer o vínculo com os tutores.
A recomendação é respeitar as preferências e os limites de cada pet. Animais que demonstram medo ou ansiedade não devem ser obrigados a receber carinho ou interagir. O ideal é permitir que se aproximem no próprio ritmo.
Quando procurar um veterinário?
As adaptações na rotina podem contribuir para o bem-estar, mas não substituem a avaliação de um médico-veterinário quando os sinais de ansiedade são intensos, persistentes ou aparecem com frequência.
“Antes de considerar que determinado comportamento é apenas ansiedade, é importante descartar problemas de saúde que também podem provocar alterações comportamentais”, afirma a veterinária.
Segundo a especialista, comportamentos mais intensos podem exigir avaliação específica e, em alguns casos, acompanhamento especializado.
“Isso porque comportamentos como destruição excessiva, tentativas de fuga, agressividade, vocalização persistente, automutilação, perda de apetite ou alterações importantes no sono e nos hábitos de higiene merecem uma maior atenção”, ressalta
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

