
O placar de 23 a 1 aplicado pelo Novo Esporte sobre o Santarritense, no sábado (17), pela Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, a popular “Terceirinha”, entrou para a história do estadual. A goleada, que aconteceu no Estádio Coronel Erasmo Cabral, em Santa Rita do Sapucaí, é apontada como a maior já registrada no estado.
Até então, o recorde mineiro era dividido por América-MG e Palestra Itália – atual Cruzeiro. Em 1928, o Coelho venceu o Palmeiras de Belo Horizonte por 14 a 0, enquanto o Palestra Itália superou o Alves Nogueira pelo mesmo placar. As duas equipes derrotadas já não existem. Com os 23 gols marcados em Santa Rita do Sapucaí, o Novo Esporte deixou para trás a marca que permanecia como referência estadual havia quase um século.
O resultado também chama atenção quando comparado a goleadas históricas de outras partes do país. Segundo levantamento publicado pelo ge, o Botafogo venceu o Sport Club Mangueira por 24 a 0 em 1909, pelo Campeonato Carioca, em um placar apontado pela reportagem como o maior do futebol brasileiro. O jogo teve nove gols de Gilbert Hime e sete de Flávio Ramos.
O mesmo levantamento cita registros do futebol amazonense que rivalizam com essa marca. Em 1927, o Rio Negro teria vencido o Internacional por 25 a 0 na estreia do campeonato estadual, segundo registro do Jornal do Commercio de Manaus. Cinco anos antes, o Nacional aplicou 24 a 0 sobre o Brasil Sport.

Além de goleada, nenhum ponto
A goleada ocorreu na última rodada da primeira fase da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, competição correspondente ao terceiro nível estadual. O Santarritense encerrou a participação sem vencer e sem somar pontos. Em cinco partidas, marcou dois gols e sofreu 55, terminando com saldo negativo de 53. Uma média de 11 gols sofridos por partida.
Antes de enfrentar o Novo Esporte, o time de Santa Rita do Sapucaí havia perdido por 4 a 0 para o Nacional de Muriaé, por 8 a 0 para o Venda Nova, por 7 a 1 para o Inter de Minas e por 13 a 0 para o Nova Lavras. A derrota por 23 a 1 foi a quinta goleada sofrida pela equipe na competição.
O duelo decisivo para a marca histórica teve um começo especialmente difícil para o time da casa. Kawan Queiroz foi expulso aos oito minutos, e Lucas Oliveira, goleiro, recebeu cartão vermelho aos dez do segundo tempo. Com dois jogadores a menos ainda no início, o Santarritense passou a atuar em inferioridade numérica durante quase toda a partida. O Novo Esporte aproveitou a vantagem para construir o placar elástico.
O único gol do Santarritense foi marcado por Ceará, aos 41 minutos do segundo tempo.
