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O skate de Juiz de Fora agora é oficialmente Patrimônio Cultural Imaterial do município. O reconhecimento, confirmado após processo de tramitação na Câmara Municipal, é uma conquista de uma cultura enraizada na cidade há mais de quatro décadas, com papel central da Associação Juizforana de Skate (AJS), entidade que há 27 anos atua no esporte, na cultura e na luta por espaços públicos.

Para o presidente da AJS, Mateus Gomes, de 27 anos, o reconhecimento chega como uma homenagem a toda a trajetória construída pela modalidade. “Ficamos todos muito felizes com a notícia repercutindo tanto em Juiz de Fora quanto em várias outras cidades de Minas Gerais e fora de Minas, é o reconhecimento de uma cultura que existe há tanto tempo em nosso município, servindo como uma homenagem a toda a história construída”, declarou.

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Skate se torna Patrimônio Cultural Imaterial de Juiz de Fora (Foto: Divulgação)

Quatro décadas de história do skate na cidade

Fundada há 27 anos, a AJS é uma das associações de skate mais antigas de Minas Gerais e do Brasil. “Desde o seu início, a AJS sempre teve uma ocupação muito forte na cidade e região, promovendo projetos sociais e eventos, reivindicando espaços públicos”, relata o presidente.

Entre as conquistas recentes, ele lembra a luta por equipamentos públicos, como as pistas dos bairros Vitorino Braga e Linhares, e, mais recentemente, a Pista Rovil Silva Costa, no Centro, considerada a maior da Zona da Mata. A entidade também realiza o Jufas Street Session, campeonato de grande porte que reuniu skatistas de várias cidades e regiões, e o evento “Corpo Urbano”, que caminha para a terceira edição e une skate e cultura urbana em uma programação multicultural. “Nós atuamos em diversas frentes, no esporte, na política e principalmente na cultura”, acrescenta.

Corredor Cultural e próximos passos

Entre as principais propostas da associação está o projeto Corredor Cultural, espaço que vai conectar o Viaduto Roza Cabinda e o Viaduto Hélio Fadel, no que seria o primeiro equipamento da cidade a unir skate e hip hop. A ideia prevê um equipamento público em cada viaduto, ligados por um mural de grafite. “Eles terão um equipamento público e um mural de grafite que conecta ambos os locais, assim incentivando a ocupação e a movimentação”, explica Mateus.

O dirigente sustenta que o objetivo vai além: elevar o nível de investimentos e de articulações do skate em Juiz de Fora, com projetos, oportunidades e políticas públicas. “Garantindo os nossos direitos e o reconhecimento devido, criando algo que ficará para próximas gerações desfrutarem de alguma forma”, argumenta.

O reconhecimento, avalia Mateus, deve servir para que as novas gerações enxerguem a importância do skate e como a modalidade faz parte da identidade da cidade. Para ele, o reconhecimento confirma que a associação está no caminho certo. “Seguimos firmes para continuarmos elaborando mais políticas e desenvolvendo as nossas atividades e objetivos”, conclui o presidente.