
A 13ª Corrida da Ascomcer, marcada para domingo (18), tem um significado especial para Gisele Arruda. Moradora do Bairro São Pedro, na Cidade Alta, ela passou a praticar esporte após receber o diagnóstico de câncer de ovário. Hoje, aos 37 anos, representa a equipe Pai Tá On e treina cerca de três vezes por semana na Via São Pedro. Para Gisele, a corrida se tornou uma fonte de esperança e uma aliada na busca por mais saúde.
A prova, válida pelo 38° Ranking de Corridas de Rua será realizada na Praça Cívica da UFJF, com corrida de 5 quilômetros, caminhada de 2 quilômetros e categoria infantil, cujas distâncias variam conforme a idade. As largadas começam às 8h, com as provas PCD de 2 quilômetros e 5 quilômetros previstas para 8h e 8h02, respectivamente. A largada dos demais setores está marcada para 8h05.
O kit atleta, com camisa e brindes, deve ser retirado na Camorra Sport Style, na Rua Marechal Deodoro 402, no Centro. A entrega será feita nesta sexta-feira (16), das 14h às 19h, para PCDs, pessoas com mais de 60 anos, representantes de assessorias cadastradas e participantes da prova infantil; e no sábado (17), das 10h às 15h, para o público geral. Não haverá retirada de kits no dia da corrida.

Um ano de prática
Gisele conta que nunca havia praticado esporte antes do diagnóstico. Em janeiro de 2024, após começar a passar mal e ser internada, ela descobriu que tinha câncer de ovário. Após alguns meses, foi recomendada pelos médicos a começar alguma atividade física.
Sua primeira corrida foi justamente a da Ascomcer, no ano passado. Desde então, o esporte passou a integrar a rotina e a contribuir também para sua adaptação às mudanças no corpo. Para ela, a prática esportiva trouxe benefícios que vão além do condicionamento físico.
“O esporte me ajuda bastante em termos de convivência, de me adaptar como pessoa PCD, porque também sou uma pessoa ostomizada. Me ajudou a aceitar a mudança do corpo, na inclusão. Hoje tenho mais saúde”, conta.
A presença de outras pessoas que passaram pelo tratamento de câncer no esporte também é importante para Gisele. Ela destaca o apoio construído entre participantes que compartilham experiências semelhantes
Ao falar com outras pessoas que passam por situações parecidas, Gisele defende que o diagnóstico não precisa significar o fim dos planos. Ela considera que a atividade física tem sido importante para ganhar força e lidar com os efeitos do tratamento.
“Essa doença não é o fim. É muito importante praticar esporte. Não podemos desistir. Falaram que eu ia morrer, mas não aconteceu nada disso”, aconselha.
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