
Luiz Henrique Colla encerrou neste domingo (18) a sua 15ª participação no Campeonato Brasileiro de Dadinho com a quarta colocação geral entre 144 botonistas. O juiz-forano, que defendeu o São Cristóvão (RJ), fez 18 jogos em Recife, com 13 vitórias, três derrotas e dois empates, e caiu na semifinal da divisão Ouro, a principal do torneio.
A campanha foi de regularidade desde o começo. Na primeira fase, Colla venceu quatro dos cinco jogos e avançou na liderança. Na segunda, repetiu o 4 a 1 e passou em segundo lugar. Na terceira fase, a Ouro, ganhou quatro partidas e empatou uma, terminando novamente em primeiro.
Nos play-offs, o juiz-forano superou Batista, do Desterro (SC), por 5 a 2 nas oitavas de final, e Hélio, do Uberabinha, de Juiz de Fora, por 4 a 1 nas quartas. A trajetória parou na semifinal, com derrota de 1 a 3 para Jean Baque, da ASSEFE (DF). Na decisão do terceiro lugar, empatou em 3 a 3 com Vitor Praça, do América (RJ), e terminou com a quarta posição no geral pelos critérios de desempate.
“Fiquei feliz e satisfeito com a minha campanha. Achei que o dever foi cumprido, devido ao alto nível dos competidores”, avalia Colla, que já foi vice-campeão brasileiro em 2017 e 2019 e terceiro colocado em 2023.

Formato e bastidores do Brasileiro de dadinho
O Brasileiro reuniu 144 botonistas divididos em 24 chaves de seis jogadores. O sistema subdividiu o grupo em duas divisões de 12 chaves e, depois, em quatro divisões de seis chaves cada: Ouro, Prata, Bronze e Extra. A elite, a Ouro, definiu o campeão brasileiro.
Sobre a estrutura do evento, o juiz-forano elogia o espaço, mas aponta falhas na condução do cronograma. “O local é ótimo, todo com ar-condicionado e de frente para a praia, com mesas excelentes para os jogos. Mas pecou em dois pontos: a demora para o início das rodadas e o número excessivo de folgas entre elas”, pondera.
Aos 54 anos e com 43 anos de futebol de mesa, Colla começou a jogar em 1983, em Juiz de Fora, e se dedica à modalidade dadinho desde 2008. No currículo, soma nove títulos mineiros individuais. Além dele, outros três juiz-foranos do Eldorado Futmesa disputaram o torneio: João Paulo, Renato Souza e Silvino Júnior.
Com a quarta colocação, o juiz-forano mantém a sequência de resultados expressivos em edições do Brasileiro e segue entre os principais nomes da modalidade no país. O próximo compromisso do calendário deve ser a temporada estadual, em que ele defende a hegemonia dos nove títulos mineiros conquistados.

