
O diagnóstico do rebaixamento do Uberabinha à segunda divisão do Campeonato Mineiro sub-20, confirmado na última semana, com a última colocação do pentagonal de rebaixamento depois de uma vitória e três derrotas em quatro rodadas, já possui um direcionamento claro. É o que detalhou à Tribuna o presidente e treinador da única representante de Juiz de Fora na primeira divisão estadual da categoria em 2026, Sérgio Eduardo, o Dudu.
“É muito triste. A gente subiu no ano passado com uma perspectiva de tentar se manter na primeira divisão. Mas temos que fazer uma análise minuciosa, criteriosa e profissional. Primeira coisa: a estrutura nossa é ruim para seguir na elite. A falta de apoio em Juiz de Fora é grande, porque, se você pelo menos não tem estrutura, mas tem apoio, você consegue buscar recursos, buscar novos campos, novos métodos, novos profissionais capacitados. E acaba que a queda em si é pela falta de estrutura que o Uberabinha hoje tem em relação aos clubes que jogam a elite do futebol mineiro”, destrincha.

O mandatário reforça que sabia que a competição do Uberabinha era na parte de baixo da tabela, de sobrevivência, o que não diminui a “chateação” pela queda. Tampouco diminui o sonho de voltar, de forma mais equilibrada, a medir forças com os principais projetos de Minas em um futuro breve. Para isto, o caminho traçado é o da obtenção de recursos via leis de incentivo governamentais.
“Nosso planejamento: ano que vem, eu tenho duas situações de lei (de incentivo), tanto estadual quanto federal, para fazer captação esse ano e tentar tocar o futebol. A gente conseguiu a lei esse ano, estamos conseguindo pagar as despesas, mas ela chegou tarde, na reta final do Mineiro, e isso atrapalhou bastante nosso desempenho na competição. E é um erro que eu não vou cometer para 2027. Se eu não tiver o recurso na conta e puder usar ele a partir de janeiro, a gente tem que reorganizar e repensar o ano de 2027”, crava.
Para isto, Dudu garante que irá realizar uma prestação de contas aos parceiros e àqueles que acompanham e se importam com o tradicional projeto da Zona Norte de Juiz de Fora. “Até o final do mês que vem, eu vou publicar para que todos tenham conhecimento do que foi o Uberabinha em 2026. E projetar 2027.”
Busca por uma nova casa
Uma das principais dificuldades segue a falta de um campo fixo para os treinamentos, que pertença ao projeto. “Isso é um grande complicador. Nós vamos ficar reféns mais uma vez dos coirmãos, igual o Tupi este ano ajudou. Tenho que fazer um agradecimento ao presidente do Tupi, Tiquinho, ao Barreira, à Prefeitura, que na reta final cedeu o campo do Cerâmica. Mas a gente precisa ter uma casa para dizer que do Uberabinha, que ali vai plantar e colher os frutos. Principalmente continuar a voltar com a base, que nesse momento está parada.”

