Juiz-forano é campeão da Copa Paulista pelo São José e projeta permanência no clube

O juiz-forano Vitinho Maia, de 36 anos, é campeão da Copa Paulista de 2026. O meia, camisa 10 do São José, foi um dos nomes da campanha que levou a Águia do Vale ao título inédito, conquistado no último sábado (17), nos pênaltis, sobre o União São João, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, depois do empate por 1 a 1 em Araras e do 0 a 0 no jogo de volta. O atleta deu três assistências na competição.

Formado no futebol de Juiz de Fora, onde iniciou a carreira profissional, ele chegou ao clube paulista em julho deste ano e somou mais um troféu a uma trajetória de quase duas décadas — que inclui a Série D de 2011 pelo Tupi, o primeiro título nacional da história do clube mineiro.

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Vitinho se tornou bicampeão da Copa Paulista (Foto: Arquivo pessoal)

A escolha pelo São José

Conforme diz Vitinho, a decisão de jogar a Copa Paulista pelo São José veio ao escutar os amigos. “Muitos jogadores que jogaram comigo e passaram aqui falavam muito bem do clube e da cidade”, relata o meia. Segundo ele, a estrutura pesou na decisão. “Os processos são organizados e há tudo que precisamos para desenvolver o futebol.”

A cidade, acrescenta, foi outro fator: ele afirma que é boa de se morar, bem localizada e que acolhe bem o time. O meia também se rendeu à torcida. “O torcedor é fanático, a final chegou a quase 15 mil pessoas”, destaca.

O peso do título e a campanha

Por ser um campeonato disputado por 16 times paulistas, Vitinho vê um extremo equilíbrio, também pelo fato do campeão poder escolher entre uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro ou na Copa do Brasil. Sobre o desempenho da equipe comandada por Wilson Júnior, o meia enxerga mais do que a taça. “Tivemos consistência. Só perdemos um jogo e fomos uma das melhores defesas.”

O sentimento que fica, diz, é de dever cumprido. “Sinto que o trabalho foi bem realizado, mesmo sendo duro todos os dias. Quando começa campeonato, todos os times querem ser campeões. Fico com o sentimento de gratidão.”

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Meio-campista quer continuar no São José na próxima temporada (Foto: Arquivo pessoal)

Festa na cidade e o desejo de ficar

A recepção de São José dos Campos marcou o jogador. “Conheci muita gente de 40, 50 anos que falou que foi a primeira vez que viu o São José ser campeão. Todo jogo os torcedores compareceram, com festas lindas, mesmo sendo um clube de interior.”

Com o contrato em discussão, Vitinho não esconde a intenção de permanecer. “Minha vontade é ficar no clube, estamos nas tratativas, dou prioridade para ficar no São José e ganhar mais títulos”, afirma.

Carreira do juiz-forano

Antes de brilhar no Vale do Paraíba, Vitinho Maia construiu a carreira a partir de Minas Gerais. Iniciou a trajetória profissional em Juiz de Fora, no Sport local, em 2010, e no ano seguinte vestiu a camisa do Tupi — clube onde viveu um dos capítulos mais marcantes da carreira.

Foi no Tupi, em 2011, que o meia conquistou a Série D do Campeonato Brasileiro, o primeiro título nacional da história do clube juiz-forano. Naquela campanha, comandada pelo técnico Ricardo Drubscky, o Carijó disputou 16 partidas, com dez vitórias, três empates e três derrotas, marcando 29 gols.

Vitinho foi titular em boa parte do torneio e terminou a competição com três gols. Dois deles saíram na semifinal, contra o Oeste, no Mário Helênio: na vitória por 3 a 1, ele marcou os dois primeiros gols e ajudou a fechar o agregado em 6 a 1.

Na decisão, o Tupi superou o Santa Cruz. Vitinho foi titular no jogo de ida, no Mário Helênio, quando o Tupi venceu o Santa Cruz por 1 a 0, com gol de Ademilson, diante de mais de 14 mil torcedores. Na volta, em 20 de novembro, no Estádio do Arruda, em Recife, o Carijó venceu por 2 a 0, com gols de Allan e Henrique, diante de mais de 54 mil pagantes, em um Arruda tomado por cerca de 60 mil tricolores. O meia entrou no decorrer da partida.

Depois do Tupi, Vitinho passou por Mogi Mirim e construiu boa parte da carreira no futebol paulista. Pelo São Bernardo, foi campeão da Copa Paulista de 2021 e marcou o gol que garantiu a classificação da equipe para a final daquele torneio. Também levantou a taça da Série D de 2015, defendendo o Botafogo-SP — o segundo título nacional da carreira. Antes de chegar ao São José, em julho deste ano, defendeu o São Bento.