O ex-diretor de futebol do Tupi, Cloves Santos, que integra a chapa de oposição “Explosão dos Carijós” nas eleições do clube, prevista para o dia 3 de outubro, esteve no programa Dá Jogo, da Tribuna de Minas, nesta quarta-feira (23). Na conversa, o dirigente abordou o projeto da chapa, encabeçada por Daniel de Oliveira Pires como candidato a presidente, o histórico recente do clube, as dívidas – estimadas em mais de R$ 24 milhões -, a recuperação judicial, a permuta envolvendo o terreno do Salles Oliveira, em Santa Terezinha, e a venda das salas comerciais, a situação da sede social, os planos de criação de uma SAF, entre outros temas. “Se a Explosão dos Carijós ganhar, vai ter futebol. Vai ter organização”, resumiu. Daniel também foi convidado, mas o grupo optou pela presença única de Cloves. A Tribuna faz contato, desde a última semana, com a agremiação para agendar uma entrevista também com a chapa da situação, mas não há retorno do clube até esta publicação, tampouco de quais sócios irão liderar o movimento que não contará com a reeleição de Eloísio Pereira, o “Tiquinho”, por já ter acumulado dois mandatos na gestão – limite estatutário.
Confira a entrevista na íntegra:
Tribuna de Minas: Por que você decidiu tentar voltar ao Tupi?
Cloves Santos: Na verdade, a gente volta em cima de um projeto em que foi procurado para poder contribuir com aquilo que a gente sabe e com os contatos que tem. O candidato presidente é o Daniel, que fique bem claro, que está tentando fazer uma composição com outros carijós que são históricos. E a gente resolveu sentar para tentar ter a última oportunidade de ver se o Tupi volta a ser quem já foi. Quem acompanhou o Tupi como futebol – e eu vou falar muito em futebol – viu uma praça lotada para um jogo de um acesso contra o ASA, comemorou um campeonato brasileiro em cima de um carreto, tinha notícias segundas, quartas e sextas, e ainda treinamentos e contratações. Movimentava não só a imprensa, mas a cidade. As pessoas falam que o Tupi não tem torcida, o Tupi tem muita torcida. Onde eu passo hoje, vejo a quantidade de pessoas que gostariam de ir ao estádio, de crianças que não tiveram a oportunidade de ver o Tupi – algumas, recém-nascidas, nem viram o acesso da Série B do Brasileiro. É bom sempre lembrar, para alguns amigos vascaínos, que eu sou flamenguista e sou feliz: teve Tupi e Vasco aqui numa Série B. Era o Tupi, com a camisa bonita, com uma camisa que se vendia, com um estádio que dava uma média de 3, 4, 5 mil pessoas. O Tupi que foi a Alagoinhas, que enfrentou o ASA, que hoje está retornando à luta para poder ter um acesso. E o Tupi está onde? O Tupi é inexistente. Todas as matérias que eu li do Tupi, que eu fiz o levantamento, são polêmicas: sobre dívidas trabalhistas, venda de salas, processo judicial, recuperação judicial. O Tupi deixou de ser uma marca de futebol para virar uma marca de polêmica. O que se fala do Tupi hoje é dívida trabalhista, pagou isso, vendeu aquilo, tem um credor de lá, um credor daqui, um balanço de recuperação judicial que você olha e nada fala com nada. Aí se fala que o Salles Oliveira tem uma permuta com a Resende Roriz, que já teria o Salles, mas o Salles Oliveira aparece como patrimônio do Tupi na recuperação judicial. Tudo que você lê, nada encaixa. Se vocês que são imprensa estão tendo dificuldade de acessar as informações – o que eu acho que é uma obrigação da associação -, imagine a gente, que é sócio e tenta ir ao clube, e é tratado de forma deselegante.
– Os leitores da Tribuna comentam que estão desacreditados de uma gestão transparente por causa das últimas décadas. Por que o sócio do Tupi deve confiar em você e na sua equipe?
– A questão de confiança não é uma promessa, tem que ser uma realidade. Eu estive lá com o Áureo (Fortuna) e com o (José Roberto) Maranhas, e o Áureo, para mim, foi o melhor presidente que vi no Tupi. Nós passamos muitas dificuldades, mas o Tupi não tinha essa falta de transparência que as pessoas falam. Tinha outro tipo de questionamento. Nossa briga era para o treinador, para o salário, pelas dificuldades que a gente tinha – as discussões eram outras. O que as pessoas podem colocar, não como promessa, mas como certeza, é que se vencermos, o Tupi vai ter futebol profissional, como já teve e a gente já provou. Se você olhar os resultados do Tupi desde 2009 – eu entrei lá em 2008, quando fomos campeões da Taça Minas Gerais -, depois tivemos um descenso, fomos campeões brasileiros da Série D, tivemos dois acessos, um importantíssimo para a Série B do Brasileiro, e os mineiros sempre organizados, dentro da proposta que a gente tinha, de não gastar dinheiro para investir nos campeonatos nacionais. Então o torcedor pode esperar o seguinte: se a Explosão dos Carijós ganhar – e eu acredito que a gente tem uma possibilidade boa -, vai ter futebol, vai ter organização. Eu nunca fui muito ligado à burocracia, me liguei muito ao que eu gosto. Meu caminho é Santa Terezinha: eu sempre gostei de futebol, minha formação foi para isso. O próprio Leston Júnior (técnico do Tupi na campanha do acesso à Série B), quando eu fui contratado, eu tive críticas até de parceiros do seu programa, porque a gente observou o trabalho dele há 4, 5 anos e o buscou. E a gente fazia isso com vários jogadores que vinham com custo baixo, porque a gente tinha um trabalho muito bacana em relação à prospecção. O próprio Daniel Morais (ex-atacante), que estava meio que parado, deu força, e foi o maior artilheiro dos brasileiros quando estava com a gente. É isso que o torcedor tem que esperar da gente. A transparência vai ter no futebol, porque eu não me lembro de nunca ter deixado de atender nenhum repórter, de nunca ter dado entrevista coletiva na vitória. Eu sempre dei a cara para bater, inclusive com a própria torcida – fiquei muito desgastado por isso, por nunca correr. E, na transparência, inclusive com o clube em recuperação judicial, a parte financeira já é automática e já deveria estar acontecendo. Com a gente não vai ser diferente, porque as pessoas que vêm são pessoas que têm formação para isso. São economistas competentes, um departamento jurídico muito competente, pessoas preparadas para cuidar de uma RJ no nível em que o Tupi está.
– O Tupi tem uma dívida superior a R$ 24 mi. Qual é o planejamento para que essas dívidas sejam diluídas ou renegociadas com os credores?
– Para mim, é mais (que R$ 24 mi). O trabalhista não é tão expressivo hoje. Muita coisa foi paga, eu acredito que está próximo de R$ 700 mil ou R$ 1 milhão. Não é nada anormal para um grupo de futebol, desde que ele tenha futebol. Existem vários programas, principalmente na Justiça do Trabalho, em nível de tribunais superiores, em que você faz as propostas e cumpre. É similar ao que o Vasco está fazendo, mas não com aqueles descontos de 90%, com os quais eu discordo. Seria uma coisa mais republicana, mais discutida, porque o credor quer receber, só que ele não quer receber em 240 meses nem com 90% de desconto – isso dificulta muito a negociação. A gente tem um plano de recuperação de curto, médio e longo prazo, onde a geração de receita possível vem com o futebol e mais essa questão de uma venda de, no mínimo, 50% da SAF. Eu acho que 50% é o suficiente, porque o Tupi ainda tem o patrimônio do Salles, que, para mim, é uma negociação que terá que ser refeita com a Resende Roriz, porque o nosso entendimento jurídico é que a Resende tem esse contrato – se ela exerceu ou não a permuta, se cumpriu ou não, o Tupi também não poderia cumprir, porque o Tupi não tinha certidão negativa para poder transferir o Salles. Como é que você vai fazer uma permuta se a condição principal é a certidão e o Tupi não tinha? Essa conversa já foi feita. A gente já chegou ao alinhamento com os dois principais credores, que seriam a ACTS e a Resende, dentro dessa composição. Não posso abrir detalhes, mas foi uma negociação bem republicana, em que os dois estão abrindo mão de alguma coisa, porque cada mês que o Tupi demorar para retornar ao futebol é um mês a menos para ter sucesso, e o calendário do ano que vem já está muito apertado. A gente já está muito próximo. Dentro da linha que a gente tem: montar um time sub-20, uma comissão técnica permanente aqui na cidade, fazer novamente esses regionais pela região para buscar novos talentos e somar cinco ou oito jogadores profissionais para montar um time para o ano que vem – nós já estamos atrasados.
– Em 2019, o Tupi firmou um contrato de permuta em que cedia o terreno do antigo parque aquático em troca de salas comerciais, com previsão de R$ 30 mil mensais de receita. Hoje, o clube tem posse de menos de cinco salas. Como se chegou a esse ponto e qual é a situação real desse negócio hoje?
– Pelo menos 16, 17 salas foram vendidas e a gente não sabe como foi feita essa comercialização. Temos os contratos, que são públicos, que estão em processos judiciais; o jurídico fez um levantamento, e algumas operações foram feitas para poder pagar a dívida trabalhista – a gente olhou e “tá ok” -, outras a gente não conseguiu localizar. Isso tem que estar no balanço patrimonial, porque, quando você fala em recuperação judicial, você tem que contar o histórico: por que o Tupi saiu de 2019 e chegou em 2025 com essa dívida? Mas a ideia não é ficar buscando essas coisas do passado, porque, se alguém comprou e foi de boa-fé, a gente tem que defender isso. Se aconteceu alguma coisa fora dos padrões, a Justiça tem que resolver. O plano para frente não está contando com essas salas, porque são brigas judiciais de 5, 6 anos. Se a gente for depender disso para fazer o Tupi funcionar, estaria chovendo no molhado. A SAF faz parte? Sim. 90%? Não. A dívida de 25 milhões pode ser abaixada? Muito, desde que haja uma negociação em que os credores do Tupi se sintam na mesa como parceiros, porque quem emprestou tem que receber. Enquanto eu estive lá, nós não tínhamos esse nível de endividamento. Depois da minha saída, em 2016, o Tupi aumentou esse nível – e muito, causado por futebol e gestão de sede.
– O clube atravessa anos de queda no número de associados. Você sabe qual é o número hoje de sócios do Tupi adimplentes? E como fazer com que exista receita da sede social, aproveitando-a de uma maneira melhor?
– Hoje é o dia de entregar a lista, segundo os atos da COFEL (Comissão de Fiscalização Eleitoral). Hoje é o dia de fazer a inscrição de chapas. Dificilmente nós vamos fazer a inscrição de chapas hoje, porque a própria primeira convocação já teve inovações no estatuto, no nosso modo de entender – a gente ouviu de dirigentes do Tupi que cada um interpreta o estatuto da forma que acha melhor. Eu interpreto da forma que eu conheço o Tupi há mais de 10, 15 anos. A lista hoje, para a gente, é um ponto de interrogação: a gente busca, eles falam que entrega, aí quando se pede é o nome e o pagamento. A gente não sabe quantas famílias tem, quantos patronos, quantos beneméritos. O que eu lembro é que em 2019 foi dada uma anistia para o pessoal poder votar naquele pleito – que eu, inclusive, fui candidato. Hoje, o nosso entendimento é de que há 50, 60, 70 sócios em dia, e, se não está em dia, a chapa mínima é 80 para a inscrição. Só que o estatuto diz que você pode ficar em dia até na data da assembleia. Então a nossa estratégia é fazer a inscrição dentro do modelo que a COFEL precisa seguir no estatuto e, se precisar, fazer o pagamento de forma judicial, para que fique tudo muito transparente. Sobre a sede: todos os clubes, com exceção de dois que eu vejo por fora – acho que o Cascatinha e o Bom Pastor -, não têm essa demanda muito grande. Ali vai virar um polo muito interessante, porque você tem a Prefeitura do lado, o novo Fórum está indo para ali, dá para criar um polo mais atrativo para que a sede, pelo menos, pague as suas contas. Mas ela precisa de uma parceria, similar à que o Atlético fez – algo que consiga gerar receita mensal para o Tupi, sem ser aquela permuta de vender e ficar com salas. Seria uma pequena reestruturação: você vai precisar de sala comercial, de estacionamento, de um restaurante bom que atenda aquele público, e transformar aquilo num centro comercial sem perder a identidade do clube, que é a piscina, porque o associado utiliza. E reformar o estatuto. Hoje, por exemplo, eu sou proprietário e pago 20% do salário mínimo por ano. Como o clube sobrevive assim? Ou eu pago a mensalidade, 100, 120, 150 reais, ou eu não sou sócio. E, se entender que não tem sócio suficiente para manter, tem que ir para o plano B, porque não existe você ter um clube social que cobra 20% do salário mínimo por ano – uns 300 reais – e você pode frequentar o ano inteiro dispondo de piscina, mão de obra, pessoal. Isso é gerador de passivo. Qualquer pessoa que falar contigo que não é, gera passivo: se a arrecadação é menor do que o custo da estrutura, você está criando passivo. E o Tupi, com a sede, cria passivo há anos e anos. Só que é muito fácil transferir para o futebol, porque o futebol tem uma marca maior para criar transtorno.
– Como seria o processo da SAF? Já tem alguma negociação em andamento? Qual seria o valor do investimento hoje para uma SAF do Tupi?
– Eu não consigo ver ninguém no mercado que vá realmente colocar o recurso. Eu não estou dizendo que alguém está fazendo promessa e não vai colocar, mas eu não vejo valor superior a R$ 50 milhões, pela marca, tradição e retorno que o Tupi pode dar. Então as nossas negociações giram em torno de R$ 50 milhões de investimento numa SAF, por 50%. Porque ainda se tem um patrimônio que, com a dívida bem gerida e escalonada, você consegue alcançar esse retorno. Quando você fala em SAF, ninguém quer comprar a dívida – você pega uma SAF do Cruzeiro ou do Vasco, é uma SAF em que você tem que entrar com R$ 1 bilhão. O Tupi, sem estar em nenhum tipo de campeonato, está comprando uma marca. Seria muito mais barato fazer um clube novo e recomeçar do que entrar no Tupi. Mas o Tupi tem uma torcida, tem um estádio – isso tudo é um atrativo. As pessoas com quem a gente conversou foram duas, que têm interesse em fazer a SAF, e o valor estaria próximo de R$ 50 milhões, divididos: um projeto A para poder colocar o time no Módulo 1, que seria um investimento próximo de R$ 2 a 3 milhões, e outra parte, de até R$ 10 milhões, para começar o replanejamento das dívidas. O Salles Oliveira seria negociado mesmo nessa permuta, porque ele já está permutado com a Resende Roriz, e o nosso jurídico entende que é uma briga muito difícil, porque a permuta já foi feita e tem até uma liminar que suspende a RJ em virtude disso. Então tem que fazer um acordo ali, mas, com o valor que sobra, é suficiente para que o Tupi não tenha que vender 90%. Essa sobra, mais o equacionamento da dívida, permite que a gente mantenha pelo menos 40%, porque vender 90% e ter só o clube social é realmente abrir mão da gestão do futebol. A gente não quer abrir mão total da gestão do futebol – tem que ser uma gestão compartilhada.
– E centro de treinamento?
– Já faz parte desse pré-acordo com a Resende. O centro de treinamento teria 3 campos e, ali onde é o Salles, manter pelo menos 30 moradias, 30 apartamentos pequenos, esses modelos novos, de flats, porque o que mais custa do que o futebol é a moradia. No final das contas, o que pesa é moradia e alimentação. Então, tendo uma moradia ali no Centro, um centro de treinamento com 3 campos, um bom ônibus e uma mini estrutura de academia, você consegue ir galgando devagar, revitalizando o treinamento e chegando em 5, 6 anos àquilo que seria o modelo ideal: disputar o Módulo 1 – porque depois você tem Série D, C e B, é uma caminhada muito longa -, e com o recurso que vem você acaba reinvestindo no CT e, ao mesmo tempo, não gerando dívidas, não gerando mais passivos.
– O centro de treinamento seria na Zona Norte mesmo?
– Seria na Zona Norte. Há alguns anos nós fomos até uma área que é a mesma – é basicamente o mesmo projeto, com algumas modificações, porque é muito grande. Você não pode ter um centro de treinamento onde fica a sede, que só gera passivo. Tem que ser uma coisa prática, resolutiva. Você não precisa muito mais do que o campo, um bom vestiário, uma sala de musculação e uma sala de alimentação. Muito mais do que isso é gerar um passivo que um retorno que não tem. – A categoria de base seria o primeiro passo a ser encaminhado, junto com as comissões técnicas permanentes. Serão todas aqui, na cidade.
– Se a chapa de vocês for eleita, a previsão é que o clube volte ao estadual já em 2027?
– O Tupi é futebol. Muita gente entende que a sede é importante, e eu respeito – a sede não vai ser modificada. Mas o que movimenta a imprensa, o que movimenta recurso para o Tupi é a torcida. A torcida que chega ao estádio municipal e coloca lá 5, 6 mil pessoas dá uma renda de R$ 100, 150 mil. A torcida que faz, é o vulcão. A marca do Tupi é futebol. Se vencer em outubro, em dezembro, a comissão técnica permanente já está contratada, os jogadores de sub-20 já estão começando – já estamos rodando Rio Novo, Barbacena, cidades da região, aí você consegue trazer alguns jogadores que não vão estar prontos, vai precisar investir neles para ficarem prontos em 3, 4 anos. Você já começa a dar o primeiro passo. E Juiz de Fora tem muito talento, eu posso falar com tranquilidade. A gente trouxe muitos jogadores de fora, mas você pode olhar: todos os nossos times tinham 5, 6, 7, 8 jogadores de Juiz de Fora. O próprio time campeão de 2011 tinha uns 5 jogadores que eram daqui e vieram desse tipo de projeto. Só que tem que saber fazer. E quem não sabe, eu falo muito com a frase que o Leston me falava: futebol é para todos, mas nem todos são para o futebol. Tem gente que nasceu para torcer, tem gente que nasceu para gerir, como tem gente que nasceu para ser bons médicos, bons advogados. Eu, por exemplo, não tenho aptidão para ser repórter, então nunca quis ser. A gente tem que ser o que a gente se preparou. E, graças a Deus, eu me sinto – quando eu falo eu, é a equipe – muito preparado para fazer um futebol de verdade, porque a gente tem uma rede de contatos muito boa. Quando eu tive um pequeno retorno nesse evento na gestão atual, eu saí porque eu percebi um menor nível de profissionalismo do que eu esperava do Tupi, que eu vivi anos e anos no futebol. Eu acho que o mínimo que tem que ter é profissionalismo e foco. E o nosso foco não está em caçar coisas, o nosso foco está numa reconstrução. Porque olhar para o retrovisor – é a mensagem que eu quero deixar – não vai levar a gente a lugar nenhum. Tem que olhar para frente e seguir. Estão preocupados com sala que vendeu? Isso a Justiça resolve. Não é uma preocupação que a nova gestão tem que ter em primeiro plano: existe o problema, a gente não vai fugir dele, a gente vai ter que encarar, mas o foco não é exatamente isso. O foco é fazer o Tupi voltar a ser o que já foi.
