
Aos 26 anos, a triatleta juiz-forana Andressa Miana se prepara para disputar, nesta quarta-feira (23), o Mundial de Triathlon em Pontevedra, na Espanha. Representando o Clube Bom Pastor, JF e o Brasil, ela chega à competição com a bagagem de quem já disputou duas edições anteriores e agora busca uma evolução consistente na distância sprint, em que terá pela frente 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e 5 quilômetros de corrida.
A preparação para o Mundial foi intensa. A atleta revela que praticamente todos os dias da semana incluem pelo menos um treino, e em vários deles realiza duas sessões no mesmo dia. A rotina é dividida entre natação, ciclismo, corrida, musculação, fortalecimento e recuperação. Nesta reta final, os treinos ficaram mais específicos para a distância sprint, com foco em velocidade, resistência e transições.
“O triathlon exige conciliar três modalidades, então praticamente todos os dias da semana têm algum tipo de treinamento e, em vários deles, faço dois treinos no mesmo dia”, explica. O objetivo agora é chegar descansada e com o corpo respondendo bem à prova.

A temporada de 2026 já rendeu resultados relevantes. Andressa foi vice-campeã geral em Juiz de Fora, ficou entre as oito melhores no geral no Capixaba de Ferro e foi vice-campeã da categoria. Em julho, mesmo após duas semanas gripada, terminou em sétimo lugar no geral feminino e foi vice-campeã da categoria em uma prova sprint. O grande destaque, porém, é o título de tetracampeã brasileira de triathlon sprint.
“Foi um ano com resultados muito importantes”, ressalta. Ela já disputou os Mundiais de 2023 e 2024 e agora se prepara para o terceiro. “Chego mais experiente e preparada”, completa.
A prova em Pontevedra será na distância sprint. Andressa define o momento com emoção: “Representar o Brasil em um Mundial já é algo muito grande, e viver isso pela terceira vez continua dando frio na barriga. Poder viajar para outro país fazendo o que eu amo, vestir as cores do Brasil, conhecer atletas de diversas partes do mundo e ainda ter contato com uma cultura diferente é uma experiência que vai muito além da competição”, pondera.
Sobre os objetivos, ela é direta: quer fazer a melhor prova possível e colocar em prática tudo o que construiu nos meses de preparação. “Meu principal objetivo é sair da prova sabendo que entreguei tudo o que estava ao meu alcance. Quero chegar em Pontevedra, olhar para aquela largada e lembrar de tudo o que foi necessário para estar ali”, destaca.
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