O presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Ricardo Gluck Paul, lamentou a morte de Coronel Nunes, ex-presidente da CBF e da FPF, neste domingo.

“Sua trajetória fala por si. Foram décadas dedicadas ao futebol, uma longa história à frente da Federação Paraense de Futebol e a chegada à Presidência da CBF — um caminho de enorme significado para o Pará e que inscreveu definitivamente seu nome na história do nosso futebol”, escreveu Gluck Paul em suas redes sociais.

“Há homens que, pela dimensão de sua trajetória e pelo tempo dedicado às instituições que serviram, tornam-se parte da própria história delas. O Coronel Nunes é um desses nomes”, complementou.

Coronel Nunes

Nunes assumiu a presidência da CBF em 2017, de forma interina, depois que Marco Polo Del Nero foi suspenso pela Fifa. Posteriormente, permaneceu no comando da entidade até 2019.

Ele voltou a assumir a presidência em junho de 2021, quando Rogério Caboclo foi afastado por 30 dias.

Um dos episódios mais marcantes de sua gestão ocorreu na votação da sede da Copa do Mundo de 2026. Apesar de a Conmebol apoiar a candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México, Nunes votou em Marrocos. A candidatura norte-americana acabou vencendo.

Em 2025, Coronel Nunes voltou aos holofotes por causa da disputa judicial envolvendo Ednaldo Rodrigues. A Justiça do Rio de Janeiro anulou um acordo que havia ajudado a legitimar a permanência de Ednaldo na presidência da CBF, citando dúvidas sobre a capacidade cognitiva de Nunes e possível falsificação de sua assinatura no documento.

Esse caso foi particularmente relevante porque Nunes aparecia como um dos signatários do acordo que encerrou uma disputa judicial envolvendo a presidência da CBF.

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